PSDB chegou ao limite, diz Jutahy

O líder do PSDB na Câmara, Jutahy Magalhães (PSDB-BA), disse que o seu partido não aceitará mais nenhuma manobra protelatória no sentido de impedir o destrancamento da pauta de votações no Congresso. "Chegamos ao nosso limite. Não aceitamos em hipótese alguma essa obstrução, seja ela objetiva ou branca", afirmou, referindo-se ao anúncio do presidente do PFL, Jorge Bornhausen, de que o seu partido não votará nenhuma matéria no Congresso até a reunião da Executiva Nacional, prevista para a próxima quarta-feira. A decisão do PFL é uma resposta à intimação feita pelaPolícia Federal, no domingo passado, à ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), para depor em processo sobre desvio de recursos da Sudam. "É uma irresponsabilidade com o País fazer a mistura das questões político-eleitorais com assuntos do Legislativo", afirmou Jutahy, dizendo que está mobilizando sua bancada para assegurar quórum suficiente para votar as medidas provisórias que estão trancando a pauta e chegar à votação da proposta de emenda constitucional que prorroga a CPMF. "Não vejo nenhuma possibilidade de jogar fora mais uma semana de votação. Se ganharmos ótimo, se não ganharmos, paciência. O PSDB vai radicalizar a posição. A CPMF é um instrumento absolutamente necessário para o equilíbrio fiscal das contas públicas", afirmou.Segundo ele, o compromisso do PSDB é votar o relatório do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) da medida provisória que trata das tarifas de energia elétrica. Mas, caso o deputado pefelista não apresente o seu relatório - conforme combinado -, o PSDB jápensa em preparar uma alternativa. Jutahy não antecipou, no entanto, qual seria essa alternativa. Ele disse ainda que acredita que será possível vencer uma eventual obstrução do PFL porque, segundo sua avaliação, a bancada do PT poderá mudar de posição. Ao invés de manter a obstrução, partir para a votação da MP, avaliando que tem chances de derrotá-la. Nesse sentido, o PSDB estaria disposto a correr o risco de perder a votação da MP da energia elétrica para conseguir desobstruir a pauta e não perder mais uma semana com prejuízo à liberação da pauta da votação da CPMF.

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