PSDB cede e oposição pode fechar acordo sobre pré-sal

A bancada do PSDB no Senado recuou e resolveu deixar para depois das eleições de outubro a votação da polêmica divisão dos royalties do petróleo, abrindo espaço para que governo e oposição fechem um acordo para votar os projetos do pré-sal até meados de junho. "Por parte do PSDB não há mais problema. É para votar até o final do semestre", disse o líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM).

EUGÊNIA LOPES, Agência Estado

14 Maio 2010 | 17h06

O acordo em negociação prevê que o governo retire o pedido de urgência para a votação dos projetos que compõem o marco regulatório do pré-sal. Em troca, a oposição se comprometerá a votar as matérias dentro de um cronograma preestabelecido. Segundo Arthur Virgílio, o acordo não foi firmado antes porque o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) insistia em votar, ainda no primeiro semestre, a proposta de divisão dos royalties.

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que vai discutir com o Palácio do Planalto a possibilidade de retirada do pedido de urgência, que força a análise e votação das matérias em até 45 dias. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), reiterou que o partido só apoiará a fixação de datas para votação das matérias se o governo retirar a urgência.

Na próxima terça-feira os líderes governistas e oposicionistas terão um novo encontro para bater o martelo sobre o cronograma de votações. Pelo calendário preliminar, as propostas serão votados em três datas: 25 de maio, 8 e 16 de junho.

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