PSDB atira em Mantega para tentar desgastar Dilma

Afinado com o discurso do pré-candidato do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves, na semana passada, o partido decidiu questionar o que considera fraco desempenho da economia brasileira na tentativa de desgastar a presidente Dilma Rousseff. O primeiro passo efetivo foi dado nesta segunda-feira. Vice-líder tucano no Senado, Alvaro Dias (PR) apresentou um requerimento de convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, explique qual a política econômica adotada pelo governo.

RICARDO BRITO, Agência Estado

25 de fevereiro de 2013 | 19h46

A intenção dos tucanos é usar a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado como palanque para, ao provocar o ministro da Fazenda, mirar no Planalto. Alvaro Dias criticou que as constantes previsões frustradas do ministro em relação aos rumos da economia brasileira que, na opinião dele, tem levado o País à perda de credibilidade. E tornado Mantega motivo de chacota. Cobrou também explicações sobre a "mágica contábil" feita no final do ano passado pelo governo para fechar as contas da área fiscal.

"Por seu otimismo delirante e muitas vezes irresponsável, o ministro da Fazenda já virou motivo de pilhéria em salões internacionais. A imprensa estrangeira especializada já lhe tachou a pecha de rei do ''jeitinho'', em alusão às manobras contábeis de que o governo petista passou a lançar mão para fechar as contas públicas", afirmou Alvaro Dias, em discurso no plenário.

O tucano disse que as "declarações erráticas" de Mantega tem mostrado um "governo desnorteado" na condução da economia. Ele disse que há um "problema sério à vista", a inflação, "sem que se sabia como debelá-lo" e "um desafio crônico", a falta de crescimento, "sem que se faça a ideia de como agir para reativá-lo". "O que a presidente da República tem a dizer a esse respeito? Não se sabe", acusou Alvaro Dias.

Os indicadores da economia tem lastreado o discurso do PSDB. No mês passado, o IPCA, um dos principais indicadores inflacionários, fechou em alta de 0,86%, maior índice nos últimos dez anos. Em 12 meses, o indicador acumulou alta de 6,15%, próximo do teto da meta de inflação, de 6,5%. Por outro lado, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, divulgada semana passada pelo Banco Central, apontou para uma expansão de 1,64% da economia em 2012. O dado oficial deve sair nos próximos dias.

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