PSDB apresenta Serra e Alckmin como 'parceria do bem'

Na propaganda eleitoral gratuita na TV nesta tarde, o programa do PSDB destacou a "parceria do bem" entre os candidatos ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e à Presidência da República, José Serra. Os 16 anos de administração tucana foram apresentados como "uma corrida de revezamento" que permitiram a realização de obras em benefício da população paulista.

AE, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 14h25

"Se eu for presidente, São Paulo vai ter, em Brasília, todo apoio que precisa", disse Serra, ao pedir o voto dos eleitores. O programa exibiu imagens atuais e do passado de Alckmin e Serra a fim de demonstrar que eles são parceiros que trabalham afinados.

Usando um chavão, que é repetido com frequência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o locutor do programa do PSDB afirmou que "nunca antes na história São Paulo teve tantas obras em execução". As críticas ao candidato Aloizio Mercadante (PT) foram feitas pelo locutor: "O Lula não quis Mercadante no governo durante oito anos. Não ofereceu nenhum cargo a ele. Agora quer empurrar ele para São Paulo."

Além de utilizar seu horário na propaganda, Mercadante apareceu no espaço dedicado à campanha dos candidatos a deputado estadual, pedindo votos para a bancada. Ao lado de Mercadante, apareceu um grupo reduzido de deputados cujo trabalho foi destacado para "São Paulo crescer e continuar crescendo". O presidente Lula também pediu votos para a bancada de deputados petistas.

O ex-governador Ciro Gomes pediu votos para o candidato do PSB, Paulo Skaf, dizendo que ele é um "homem sério e competente". O candidato afirmou "sentir que o povo de São Paulo não está empolgado com nenhum candidato" e emendou que o eleitorado quer "votar em alguém novo".

Já o candidato do PV, Fábio Feldman, destacou a importância de estimular as empresas e as pessoas a seguir uma economia criativa, que "recicle, invente e crie". Celso Russomanno (PP) criticou a qualidade do transporte público no Estado de São Paulo, prometendo levar o metrô para a região do ABC e também para Guarulhos.

No programa do PCB, Igor Grabois, disse que o Estado tem uma dívida com "aqueles que lutaram contra a ditadura" e pediu punição aos torturadores e a abertura dos arquivos do regime militar. Anaí Caproni (PCO) criticou a proposta de reposição salarial em negociação pela empresa com trabalhadores dos Correios, chamando-a de "humilhante".

Senado

O candidato Romeu Tuma (PTB) recebeu apoio de Orestes Quércia, que anunciou nesta semana a renúncia à disputa, já que foi diagnosticado com um câncer na próstata. "Estrela por estrela, o Tuma também", disse o ex-governador, referindo-se tanto à estrela vermelha do PT como a estrela de xerife, que é a marca de Tuma há anos pelo fato de ele ter sido delegado da Polícia Federal (PF) antes de entrar na vida pública.

Com a saída de Quércia da disputa, seu horário na televisão foi destinado ao candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB), que integra a mesma coligação no Estado. Já no programa de Nunes, apareceram prefeitos do PMDB que apoiam o tucano, além de Serra, que deu um depoimento "da qualidade e da competência" do candidato tucano ao Senado.

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