PSDB apresenta recurso a mais 3 ações contra Sarney

As 11 medidas apresentadas ao Conselho de Ética foram arquivadas pelo presidente Paulo Duque

Carol Pires, da Agência Estado,

11 de agosto de 2009 | 18h07

O PSDB recorreu nesta terça-feira, 11, contra o arquivamento de outras três representações apresentadas pelo partido ao Conselho de Ética contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

Veja Tmbém

linkMercadante diz ser contra arquivamento sumário

 

A primeira representação pedia que o conselho investigasse a responsabilidade de Sarney na edição de atos secretos. Outra acusava Sarney de ter mentido ao dizer que não tinha responsabilidade na administração da Fundação José Sarney. Por fim, o PSDB pedia apuração de suspeita de favorecimento do presidente do Senado a seu neto José Adriano Cordeiro Sarney, cuja empresa operava crédito consignado a servidores da Casa.

 

As 11 ações que haviam sido apresentadas contra Sarney foram arquivadas na semana passada pelo presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), inclusive as representações de autoria do PSDB. Na segunda-feira, 10, o PSDB e o PSOL recorreram contra o arquivamento de quatro denúncias.

 

A assessoria de imprensa do PSDB informa que, até o final desta terça-feira, serão apresentados mais três recursos. Assim, restaria recorrer apenas contra o arquivamento da segunda representação do PSOL.

 

Para que o Conselho de Ética abra processo disciplinar contra José Sarney, será preciso que o PT vote a favor dos recursos, uma vez que a oposição possui apenas cinco vagas no colegiado, formado por quinze senadores. Com os votos do PT, que contam com três vagas na comissão, seria possível constituir maioria e aprovar os recursos. Caso contrário, Sarney estará livre de investigação.

 

Em reunião nesta quarta-feira, o PT decidiu não fechar posição sobre a matéria. Na prática, os senadores Delcídio Amaral (MT), Ideli Salvatti (SC) e João Pedro (AM), que representam o PT no Conselho, devem decidir individualmente que posição tomar. Ainda assim, segundo o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), a bancada é contrária "ao arquivamento sumário de todas as representações"

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