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PSDB ameaça expulsar deputados do ES

O PSDB está ameaçando expulsar deputados de sua bancada no Espírito Santo que votarem contra a continuação do processo de impeachment do governador José Ignácio Ferreira (sem partido), na sessão que deve ocorrer na próxima quinta-feira. A orientação do partido foi definida pela Executiva Nacional e é favorável ao pedido de impeachment apresentado à Assembléia Legislativa pelos partidos de oposição no início de julho. Dos sete deputados estaduais do PSDB, quatro já se manifestaram contra o impedimento. São parlamentares considerados governistas e que devem resistir à pressão da Executiva. "Meu voto será coerente. Votei contra o relatório (que pediu que o processo seja levado adiante) na comissão e vou fazer o mesmo no plenário", diz o deputado Gumercindo Vinand. "O relatório foi político e não apresentou argumentos consistentes", completa o deputado Marcos Gazzani.Fátima Couzi e Camilo Araújo também devem votar contra o processo. Dos três deputados restantes, Juca Alves e Juca Gama deverão votar a favor e José Esmeraldo ainda não decidiu. O voto da bancada do PSDB pode ser decisivo, já que, para levar o processo adiante, é preciso que 20 dos 30 parlamentares aprovem. Mas a orientação sobre o voto dos deputados não foi a única medida tomada pela Executiva Nacional. Há três semanas, ela pressionou Ferreira a deixar o partido e, na semana passada, criou uma comissão para intervir no diretório regional - até então controlado pelo governador. A primeira medida da comissão foi pedir que todos os membros do partido que trabalham no governo estadual deixem seus cargos imediatamente."O que tem que ficar claro é que agora o PSDB é oposição e não quer defender o governador", afirma o deputado federal João Feu Rosa (ES), que preside a comissão interventora.Afastada da direção regional do partido pela comissão, Luzia Toledo corre o risco de ser obrigada também a deixar o partido, porque continua como secretária de Turismo do Estado. Até o fim da semana, ela deverá receber a primeira notificação da comissão, pedindo que ela escolha entre o partido ou o governo."Quem não seguir a orientação do partido estará correndo o risco de ficar sem legenda nas eleições de 2002 ou a ser obrigado a deixar o partido, no caso dos funcionários do governo", diz o deputado Feu Rosa. Ele tem uma reunião hoje à noite com os deputados estaduais para comunicar a orientação do partido. "O que for decidido vai ter que ser seguido pelos deputados. Essa é uma determinação da direção nacional do partido."Outro que também está pressionando para que o processo continue é o vice-governador, Celso Vasconcellos (PSDB). Ele foi a Brasília conversar com o presidente interino do Senado, Edson Lobão, e pedir apoio da Executiva Nacional do PFL. Novas prisõesA juíza Catharina Barcellos decretou ontem a prisão preventiva de seis acusados de transferir ilegalmente R$ 5 milhões de uma conta da Secretaria da Educação no banco estadual para outra conta em uma cooperativa de crédito privada, a Coopetfes. O cunhado do governador Gentil Ruy, que já teve a prisão decretada esta semana porque está envolvido no roubo de R$ 4,3 milhões dos cofres públicos, é um dos sete envolvidos - um ficou de fora da prisão porque está colaborando com as investigações.Além dele, três funcionários da Secretaria de Educação e três da cooperativa são acusados. A operação de transferência do dinheiro teria sido organizada pelo cunhado do governador, que, na época, era secretário de Governo. Os sete são acusados de formação de quadrilha, peculato e crimes contra o sistema financeiro.

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