PSDB acusa Costa de propaganda antecipada em Minas

A estratégia adotada pelo senador Hélio Costa de atacar duramente a gestão tucana em Minas Gerais gerou hoje forte reação do PSDB-MG, que anunciou o ajuizamento de uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) contra o pré-candidato do PMDB ao governo estadual por campanha política antecipada. Na semana passada, durante um encontro com lideranças peemedebistas, Costa criticou a política social da administração do PSDB e disse que o chamado choque de gestão se baseia em "números maquiados".

EDUARDO KATTAH, Agência Estado

18 Maio 2010 | 19h14

Ele voltou à carga no sábado, em evento com correligionários e lideranças de outros partidos (PT, PC do B, PR e PRB), em Juiz de Fora. Na noite de ontem, durante uma "vídeo-aula" transmitida via satélite para aproximadamente 500 cidades mineiras, o peemedebista fez uma nova bateria de críticas e classificou o governo Aécio como "razoável".

Por meio de nota assinada pelo presidente do PSDB-MG, deputado Narcio Rodrigues, a legenda tucana classificou a estrutura de videoconferência como um "flagrante e condenável ilícito eleitoral", no qual Costa "se coloca em plena campanha na busca de votos, revelando descaso com a legislação eleitoral, desrespeito ao processo democrático e ao próprio eleitor."

"Não bastassem os dados falsos que vêm sendo divulgados pelo pré-candidato ao governo Hélio Costa sobre o governo estadual, estamos sendo surpreendidos neste momento com a utilização de instrumentos de alta tecnologia para uma campanha que fere frontalmente a legislação eleitoral", diz a nota. O governador de Minas e pré-candidato à reeleição, Antonio Anastasia, quebrou o silêncio e decidiu responder ao peemedebista, que, segundo ele, não tem compromisso "com a realidade e com a verdade."

Divergências

A tática de Costa também evidenciou mais uma divergência do peemedebista com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). O senador e Pimentel disputam a indicação como candidato da base aliada ao governo em Minas. Ex-aliado de Aécio Neves (PSDB) na eleição para a prefeitura da capital mineira, em 2008, Pimentel pediu mais cautela nas declarações, lembrando que o ex-governador deixou o posto com 80% de aprovação.

Ontem, durante um encontro no apartamento de Pimentel, o petista havia aconselhado Costa a guardar a artilharia para o início oficial da campanha e o horário eleitoral no rádio e na TV. "Estamos preparados para mostrar o projeto que nós temos para Minas Gerais. Não estou preocupado com nenhuma opinião, nem de perto nem de longe", reagiu o peemedebista, que não foi localizado para comentar a decisão do PSDB-MG.

Critérios

Representantes do PT, PMDB, PCdoB, PR e PRB se reuniram hoje e estabeleceram os critérios oficiais para a definição do nome que disputará o governo como candidato da base aliada. Pelo entendimento, serão realizadas nos dias 29 e 30 duas pesquisas - uma qualitativa e outra quantitativa - nas quais serão avaliados apenas os nomes de Costa e Pimentel.

Os questionários e a metodologia dos levantamentos serão os mesmos. As pesquisas irão avaliar não apenas a intenção de votos nos pré-candidatos como também o índice de rejeição entre o eleitorado e o potencial de crescimento. Cada partido indicou um instituto. O PT vai contratar o Sensus e o PMDB, o Ibope. As cúpulas nacionais dos dois partidos definiram que a chapa majoritária em Minas deve ser anunciada até 6 de junho.

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