PSDB aceita votar agenda governo sem convocação extra

O líder do PSDB na Câmara, Custódio Matos (MG), disse que a sua bancada não tem resistência à proposta da base aliada de votar os projetos da agenda do governo sem fazer a convocação extraordinária. Segundo o líder tucano, a bancada exige, no entanto, uma definição clara da pauta e da escolha de projetos que estejam em reais condições de votação. Matos criticou o fato de o projeto de lei, que institui a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, estar na pauta do plenário sem que um relator tenha sequer sido indicado."Só agora o governo escolheu o deputado Beto Albuquerque(PSB-RS) e, com isso, nós ficamos fora do processo legislativo", disse o líder, reclamando que o texto não chegou a ser discutido nas comissões. Apesar da concordância do PSDB, o governo está enfrentando na Câmara uma resistência que não é só da oposição. Os deputados candidatos a prefeito e aqueles que são chamados de "baixo clero" (por não participarem da articulação política), integrantes inclusive da base aliada, ainda fazem pressão para que seja efetivada a convocação extraordinária. A medida garantiria um ganho extra de um salário para os deputados durante o mês de julho. A opção da base aliada é de apenas protelar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), já que a Constituição determina a continuação dos trabalhos legislativos em julho até que ela seja votada.

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