PSDB aceita que PMDB presida Senado, diz Alvaro Dias

Reeleito senador pelo Paraná, o tucano Álvaro Dias disse nesta segunda-feira, 13, que seu partido, caso vença as eleições para a Presidência da República, está disposto a conversar com o PMDB sobre o comando do Congresso Nacional desde que seja apresentado um nome "que atenda aos requisitos de uma relação republicana". "Na defesa do conceito da distribuição parlamentar, se for um nome compatível com essa exigência, o PMDB encontrará facilidade ao que me parece", afirmou o senador na saída de um evento na Pastoral da Criança, em Curitiba.

JOSÉ ROBERTO CASTRO E PEDRO VENCESLAU, ENVIADOS ESPECIAIS, Estadão Conteúdo

13 de outubro de 2014 | 20h41

O senador admitiu que o fato de eleger a maior bancada da Casa dá ao partido de Renan Calheiros o direito de pleitear a presidência do Senado, mas disse que o PSDB pode criar problemas caso seja indicado um nome que não esteja de acordo com o que o partido quer.

"Se este nome não for compatível com as exigências, obviamente que pode se articular uma reação para uma disputa que seria natural". Dias não quis avaliar o nome de Renan Calheiros, atual presidente da casa, para um novo mandato à frente do Congresso a partir de 2015. "Não creio que seja inteligente (avaliar nomes neste momento)", afirmou.

Por fim, Dias falou em estabelecer "um novo tempo na instituição". "Repito que se as condições impostas pelo partido não atenderem aos requisitos básicos, que estabeleça trânsito, novo tempo na instituição, recuperando conceito e credibilidade, cabe ao PSDB liderar movimento de reação contrário."

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