PSD não muda relação do governo com Prefeitura, diz Alckmin

Governador de São Paulo minimiza possíveis impasses políticos com partido criado por Kassab; prefeito de SP é visto como provável concorrente do tucano ao governo do Estado em 2012

José Maria Tomazela; da Agência Estado

22 de março de 2011 | 17h35

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta terça-feira, 22, em Sorocaba que a ida do prefeito Gilberto Kassab (DEM) para o Partido Social Democrático (PSD) não muda a relação do governo com a Prefeitura. Kassab pode ser concorrente do próprio Alckmin na disputa da próxima eleição para o governo estadual, mas isso "não muda nada", segundo o governador.

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Nem mesmo com a adesão de seu vice-governador, Guilherme Afif Domingos, à nova sigla. "O nosso compromisso é sempre com a população. As boas parcerias que temos com a prefeitura de São Paulo, todas vão continuar, nas áreas de saneamento, saúde, educação, todas elas", disse.

Ele aproveitou para lembrar algumas obras que seu governo realiza na capital. "Vamos entregar segunda-feira a Estação Butantã na linha 4 do metrô". Lembrou, em seguida, que as duas empresas do governo estadual, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) respondem por 70% do transporte de passageiros sobre trilhos no País. "Dos 8,5 milhões de passageiros transportados por mês no Brasil por trens e metrôs, nós transportamos 6 milhões".

Alckmin anunciou investimentos de R$ 60 milhões no Conjunto Hospitalar de Sorocaba e aproveitou a presença de 12 prefeitos da região, além de deputados e vereadores, para dizer que os serviços de saúde oferecidos pelo Estado atendem o Brasil inteiro. "Por isso, estamos com um extrateto, aquilo que o SUS (Sistema Único de Saúde, do governo federal) não cobre, de R$ 75 milhões por mês". Depois de afirmar que 50% dos transplantes de órgãos do País são feitos em São Paulo, disse que está cobrando mais recursos do governo federal. "Em câncer somos referência para 15 Estados e ninguém volta, quem chega acaba sendo atendido".

A deputada estadual Rita Passos (PV), que participava da cerimônia, anunciou ali mesmo sua adesão ao PSD de Kassab. "É um partido que já nasce forte", disse. A deputada foi secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social no governo anterior, do tucano José Serra, e compõe a base de sustentação do governo na Assembleia Legislativa.

Seu marido, o prefeito de Itu, Herculano Passos Júnior (PV), foi nomeado por Kassab articulador do PSD na região de Sorocaba. Ele promete fazer mais estragos entre os aliados de Alckmin. "Já comecei a conversar com prefeitos e vereadores de 80 cidades da minha base. Como não há infidelidade em migrar para um partido novo, o interesse está sendo grande", disse.

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