PSD não fica impedido de aceitar ministério, diz Kassab

Para prefeito de São Paulo, apoio a Serra nas eleições não muda relação de seu partido com governo Dilma e, se filiados forem convidados, podem comandar pastas

Artur Rodrigues, de O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2012 | 15h34

Depois da confirmada a intenção de o ex-governador José Serra (PSDB) disputar as eleições, o prefeito Gilberto Kassab disse nesta terça-feira, 28, que seu apoio ao tucano não muda a relação do PSD com o governo da presidente Dilma Rousseff. Para Kassab, a "independência" da sigla não impede que filiados sejam convidados a integrar ministérios.

 

"O projeto é local, as eleições são locais. Portanto, todos sabem: vamos continuar tendo a mesma posição em relação ao governo Dilma, uma relação de independência. Isso não impede algum filiado ao partido de, se for convidado, aceitar", disse o prefeito. Antes da confirmação de Serra participar da disputa pela Prefeitura de São Paulo, Kassab chegou a propor alianças com o pré-candidato petista Fernando Haddad.

 

Kassab usou como exemplo dessa possível ligação com o governo federal o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. "Vamos dizer que ele fosse convidado para ser ministro da Dilma, não tem nenhuma indicação que ele vá, mas vamos dizer que ele fosse. Acho que é um direito dele aceitar." O prefeito ponderou, no entanto, que a eventual participação em um ministério não obrigaria o partido a integrar a base aliada. "Isso é um compromisso que eu sou fiador", afirmou.

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