PSD mineiro sofre intervenção de Kassab

Presidente da sigla, o prefeito paulistano determinou acordo com o PT e não com o PSB apoiado por tucanos

Felipe Frazão e Marcelo Portela

05 de julho de 2012 | 22h31

A direção nacional do PSD - comandada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab - interveio na Executiva municipal do partido em Belo Horizonte nesta quinta-feira, dia 5. Dirigentes locais ligados ao senador Aécio Neves (PSDB) haviam registrado o PSD na coligação do prefeito mineiro Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelos tucanos, em documento entregue à Justiça Eleitoral. O ato quebrava o acordo de Kassab com o governo federal, costurado na quarta-feira, dia 4, com o ministro Fernando Pimentel (PT). Depois que o PT lançou o ex-ministro Patrus Ananias e saiu da aliança de Lacerda, o PSD migrou para o lado petista.

O acordo foi firmado com o próprio Kassab, que esteve em Brasília na noite de quarta-feira, 4, e teria a simpatia da presidente Dilma Rousseff.

Dirigentes nacionais do PSD determinaram a intervenção e protocolaram o ingresso na coligação de Patrus. Para Kassab, a questão é um alinhamento com a posição nacional do partido. A posição do PSD em São Paulo, de apoio ao candidato José Serra (PSDB), é uma exceção. Na aliança paulistana, prevaleceu a relação de Kassab com Serra, seu padrinho político.

Além disso, dirigentes e parlamentares do PSD guardam mágoas da posição assumida pelo PSDB quando o partido foi à Justiça para obter tempo de TV no horário eleitoral gratuito e direito a maior repasse de verbas no fundo partidário. Os tucanos foram contra e reprovaram a decisão do Supremo Tribunal Federal, que acolheu pedido de Kassab e seus correligionários.

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