PSD e DEM não vão fechar questão em votação sobre denúncia na Câmara

Para que o pedido seja aceito no Casa e, posteriormente, analisado pelo STF, precisa ser aprovado por, pelo menos, dois terços da Câmara

Thiago Faria, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 14h09

BRASÍLIA - Líderes do PSD e do DEM na Câmara afirmaram nesta terça-feira, 27, que as bancadas dos dois partidos não devem fechar questão sobre a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. Para que o pedido de abertura de ação penal contra o peemedebista seja analisado no Supremo Tribunal Federal (STF), é necessária a autorização de ao menos dois terços da Casa.

Para o líder do PSD na Câmara, Marcos Montes (MG), a denúncia é grave, mas o Congresso não pode parar. "É claro que tudo está intrinsecamente ligado, mas a discussão sobre reformas não pode parar. As reformas estão aí. Há um pedido da sociedade", disse o deputado federal ao chegar a almoço convocado pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para discutir reforma política.

O deputado Efraim Filho (DEM-PB), líder da bancada, disse que o tema do encontro na casa de Eunício será encontrar uma fórmula para a disputa eleitoral do ano que vem. "Já temos muitos consensos", disse o deputado.

Questionado se a denúncia seria tratada do almoço, Efraim desconversou. Além de deputados da base e da oposição, participam do encontro senadores como José Serra (PSDB-SP), José Agripino (DEM-RN), Raimundo Lira (PMDB-PB), além do ex-presidente José Sarney. 

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