PSB vai esperar outubro para se decidir sobre candidatura à Presidência, diz Campos

Governador de Pernambuco e presidente do partido afirma que não vai antecipar a definição sobre 2014

João Domingos e Ricardo Della Coletta - Agência Estado

24 Abril 2013 | 15h49

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deixou claro que não vai convocar o diretório nacional do PSB para examinar requerimento de seu colega Cid Gomes, governador do Ceará, que pede uma rápida definição partidária sobre a sucessão presidencial. Possível candidato à Presidência da República no ano que vem, Campos disse que não vai antecipar o debate. "Pelo estatuto do partido, a definição só é feita no ano da eleição". O governador do Ceará quer que o PSB apoie a reeleição de Dilma Rousseff.

"Nós achamos que o momento é de discutir e ganhar o ano de 2013. Preservar os empregos, retomar o crescimento com inclusão (social)." Ele lembrou que nenhum outro partido no País reuniu sua direção nacional e tomou qualquer posicionamento sobre 2014. O que existe são pré-candidaturas já lançadas, como a do tucano Aécio Neves (MG) e a da presidente Dilma.

Campos disse que a decisão sobre candidatura ou não à Presidência deve ser tomada só depois de terminado o prazo de filiação (6 de outubro), para que se possa verificar quais são os políticos que chegam. "Nós vamos fazer como sempre fizemos, de forma democrática, conversando com a base até a direção nacional se posicionar, como os outros partidos."

O governador pernambucano voltou a criticar o desempenho da economia brasileira. "Você tem um conjunto de problemas na economia, que derivam de uma brutal crise internacional, com efeitos fortes em todos os blocos, no Brasil também." Para ele, o Brasil tem feito um grande esforço, desde 2009, mas nem todas as medidas surtiram os efeitos esperados.

O presidente do PSB disse ainda que está animado com a possibilidade de o Senado mudar o projeto de lei aprovado pela Câmara que cria dificuldades para o acesso de novos partidos ao fundo partidário e ao tempo de TV, e que asfixia sua candidatura à Presidência, assim como a da ex-ministra Marina Silva. Indagado se esperava o jogo bruto exercido até agora, com pressão do Palácio do Planalto pela aprovação da proposta, Campos respondeu: "A gente tem que estar sempre preparado para jogar o jogo como ele vem. Temos de jogar com muita calma e entusiasmo."

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