PSB Tem dificuldades na Bahia e no Rio

Bahia e Rio e Janeiro são os Estados onde o PSB enfrenta dificuldades para montar chapas com candidatos a deputado federal para as eleições de 2014. A avaliação foi feita nesta terça-feira, 20, pelo presidente nacional do partido, governador Eduardo Campos, ao fazer um balanço da reunião com os diretórios estaduais dos seis Estados brasileiros que reúnem maior eleitorado - São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio e Bahia. Nos outros quatro Estados, a situação é considerada boa.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

20 de agosto de 2013 | 13h10

No encontro, na noite de ontem,19, em um hotel, no Recife, decidiu-se pela criação de uma comissão para cuidar dos contatos a serem feitos nos Estados, visando a "atrair novas filiações, animar pessoas" a disputarem cargos proporcionais. Segundo o governador, não foi aberta a discussão sobre sucessão estadual e nacional.

"O debate será aberto em 2014, mas como temos prazos em 2013 estamos fazendo com que a comissão trabalhe naquilo que já é um desafio do partido", afirmou. "Seja qual for o cenário de 2014 queremos ter candidatos a deputado federal que cresça nossa bancada com qualidade, isso impacta no tempo de televisão, na estrutura partidária".

De acordo com o secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, as prioridades do partido são com a candidatura de Campos à presidência, a eleição de 50 deputados federais (hoje 35) e a disputa do governo estadual em cerca de 12 Estados. Atualmente o PSB tem seis governadores e a meta é a eleição de mesmo número.

Além de fazer contatos com pessoas e correligionários, a comissão também está encarregada de mapear os cenários de eleição majoritária nos Estados, para, segundo Campos, "quando chegar janeiro já se ter este trabalho feito, porque isso envolve uma série de conversas". "Cada Estado tem cinco, oito cenários diferentes, é um trabalho a ser feito por muita gente".

A reunião realizada anteontem com representares de seis Estados se repetirá outras vezes. "Estamos fazendo isso com blocos de seis Estados (por vez) para a construção de uma visão de como vamos chegar até os prazos das filiações".

Sobre a sucessão nacional, o governador reiterou que "o quadro ainda não está claro nem é o tempo certo". "Há um processo em curso no Brasil que precisa ser cuidado por todos sem o olhar eleitoral e ainda não estão dadas as circunstâncias em que a eleição vai se dar em 2014"."Antecipar este debate eleitoral sempre teve nossa contestação", insistiu ele. "Não é de hoje que estamos mantendo posição".

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