PSB se reúne, mas nega ter discutido eleições 2014

Foi a portas fechadas e sem divulgação para a imprensa a reunião que entrou pela madrugada desta quinta-feira, em Recife, entre o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, com dirigentes nacionais da legenda. Estavam presentes o primeiro secretário do PSB, Carlos Siqueira, o vice-presidente Roberto Amaral, o líder do partido na Câmara Beto Albuquerque (RS) e o deputado Márcio França (SP).

ANGELA LACERDA, Agência Estado

28 de fevereiro de 2013 | 18h17

Siqueira negou que a discussão tenha girado em torno de um eventual cerco do PT contra a candidatura de Campos à Presidência da República e à possibilidade de rompimento do partido com o governo Dilma. A estratégia governista teria lançado mão dos irmãos Gomes, que demonstraram insatisfação com a eventual candidatura de Eduardo Campos à Presidência em 2014.

Em 2010, o ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes foi impedido de disputar a Presidência pelo PSB, que optou por apoiar Dilma. Nesta semana, Gomes disse que considerava o governador pernambucano "sem visão de País e sem proposta". Ele defende que o PSB apoie a reeleição de Dilma Rousseff. Eduardo Campos não assume a candidatura, diz que não é tempo para isso - "2014 só em 2014". Ele não discute, pelo menos por enquanto, a possibilidade de entregar os dois ministérios ocupados pela legenda - Integração Nacional e Portos.

Sem crise

"Não há crise no partido com as afirmações de Ciro", afirmou Siqueira. "Não podemos perder tempo com isso, temos pela frente uma tarefa grande, de promover debates dentro e fora do partido sobre vários temas que interessam ao País, de amadurecer as ideias do partido". O objetivo é a definição do programa institucional do PSB que vai ao ar em abril.

Siqueira observou que o PSB discorda da opinião do ex-ministro, até porque há várias áreas da legenda que defendem o lançamento de candidatura própria. "Mas o respeitamos e temos com ele uma boa relação".

Siqueira e Roberto Amaral informaram que o encontro desta quinta com o governador se dividiu em duas reuniões: uma de Campos com os deputados federais sobre a Medida Provisória dos Portos, que poderá tirar a autonomia dos portos, a exemplo do Porto de Suape, na região metropolitana do Recife. E outra com ele e Amaral para discutir o programa do partido a ser apresentado institucionalmente em abril.

"Nada mais do que isso foi abordado", garantiu o primeiro secretário, ao informar que o líder do PSB no Senado, Rodrigo Rolemberg (DF), também foi convidado para a discussão sobre a Medida Provisória, mas não pôde viajar devido a um problema de saúde.

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