PSB-RJ fechou as portas para o PMDB, diz deputado

O novo vice-presidente do PSB fluminense, deputado federal Glauber Braga, afirma que o desembarque da equipe do governador Sérgio Cabral (PMDB) é fato consumado e não há hipótese de os filiados ao partido seguirem em cargos no Estado. Embora reitere que o grupo que assume o partido buscará uma relação cordial com a cúpula afastada, o tom adotado é de enfrentamento.

ADRIANO BARCELOS, Agência Estado

27 de setembro de 2013 | 18h21

"Quem tinha relação com o governo Cabral era ele (Alexandre Cardoso). Ninguém mais utilizará o nome do PSB para se aproximar do governo. Só tem uma definição (para a formação de alianças em 2014 no Rio): as portas estão fechadas para o PMDB do Estado do Rio, com cadeado e tudo", disse Braga.

Afastado do comando do PSB do Rio para dar lugar ao deputado federal Romário, o prefeito de Duque de Caxias (cidade na região metropolitana), Alexandre Cardoso, criticou a cúpula nacional, que interveio no diretório fluminense sob a alegação de que ele estaria atuando contra interesses do partido.

Para Cardoso, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, atuou de forma "arbitrária" ao interferir no diretório. Ele afirmou considerar que a possível candidatura do pernambucano à Presidência da República está sendo construída de "cima para baixo".

Nesta sexta-feira, 27, foram encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) os documentos para formalizar o afastamento de Cardoso e a nova composição diretiva do PSB-RJ. A primeira reunião sob comando de Romário está marcada para segunda-feira, 30, às 16h. Um ato político está sendo preparado para as 17h30. O PSB quer contar com Campos no evento, mas ainda aguarda a confirmação da presença. Se ele não vier, a programação poderá ser revista.

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