PSB resiste a apoiar impeachment de Dilma

'Em um regime democrático, quem faz o julgamento é o povo na hora da eleição. E Dilma foi eleita pelo povo', justifica Márcio França

Pedro Venceslau e Elizabeth Lopes, O Estado de S. Paulo

18 Abril 2015 | 14h46

COMANDATUBA - No momento em que os partidos de oposição se articulam para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o PSB, que em 2014 disputou a Presidência como Marina Silva, resiste à ideia. "Para pedir um impeachment é preciso que venha uma onda, mas essa onda não está consolidada", disse o vice-governador de São Paulo, Márcio França, que integra a Executiva Nacional pessebista e representa o governador Geraldo Alckmin em evento em Comandatuba. "Em um regime democrático, quem faz o julgamento é o povo na hora da eleição. E Dilma foi eleita pelo povo brasileiro".


Na semana passada, o ex-deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que foi candidato a vice de Marina, participou de um ato político com líderes das manifestações anti-Dilma e presidentes dos partidos de oposição. Na ocasião, Albuquerque sinalizou apoio à proposta de impeachment. A ideia, entretanto, encontra resistência na Executiva Nacional do partido.


O vice-governador Márcio França, aliado de Alckmin, representa o setor mais anti-governista do partido. França participa do 14º Fórum de Comandatuba, evento organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que reúne políticos e empresários.


Também estarão presentes no encontro os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o líder do Movimento Vem Pra Rua Rogério Chequer. Durante o evento, haverá um debate com o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso e outros ex-presidentes da América Latina.


* Os jornalistas viajaram a convite do Lide

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