PSB procura Fruet para propor aliança contra o PT no 2° turno

Articuladores das campanhas de Aldo Rebelo (PCdoB) e Gustavo Fruet (PSDB-PR) à presidência da Câmara já discutem a possibilidade de uma troca de apoios, num eventual segundo turno, contra o petista Arlindo Chinaglia (SP). Lideranças do PSB procuraram Fruet nesta quinta-feira com o propósito de construir uma aliança estratégica para o dia da eleição, segundo fontes das campanhas. "Nós estamos na campanha por Aldo Rebelo (candidato à reeleição), mas sugerimos abrir conversações sobre o segundo turno. Matematicamente, o segundo turno já está sacramentado. Nós não avançamos no conteúdo, mas temos de iniciar o diálogo", contou à Reuters o deputado eleito Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), um dos escalados para a tarefa de definir as pontes com o candidato tucano. A entrada de Fruet na briga pela presidência da Casa, com o apoio do PSDB, mudou o cenário da disputa. Pelas contas dos parlamentares nem Chinaglia nem Aldo terão votos suficientes para vencer no primeiro turno. São necessários 257 votos (maioria absoluta) para a eleição do presidente. As conversas sobre uma aliança contra o PT ainda estão na fase inicial. O objetivo é garantir que o candidato eliminado no primeiro turno apoiará o adversário de Chinaglia no segundo. Outros políticos do PSB também telefonaram para Fruet. Segundo relatos, eles pediram que o deputado não se coloque na disputa como um nome da oposição, pois essa "polarização" dificultaria um acordo futuro. Gustavo Fruet lançou seu nome há apenas dois dias e embaralhou a eleição, até então disputada somente por dois candidatos da base do governo. Aldo Rebelo formou o bloco PCdoB-PSB e conseguiu a adesão do PFL. Chinaglia fechou um acordo entre PT e PMDB e conquistou outros partidos da coalizão, como PP, PTB e PR (fusão do PL com o Prona). O lançamento de um candidato tucano gerou expectativas de que a oposição se unisse totalmente em torno de Fruet, mas líderes do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), garantem a manutenção do apoio ao comunista. "Sem o apoio do PFL, a candidatura do Aldo se acaba e isso pode favorecer a eleição do Chinaglia", disse a jornalistas o senador José Agripino (RN), candidato do PFL à presidência do Senado.

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