PSB-PE descarta que partido assumiu oposição

O presidente do PSB-PE, Sileno Guedes, classifica o programa nacional do PSB que foi ar na noite de quinta-feira, 25, como "uma grande reflexão sobre o Brasil". "Foi um programa real, com o Brasil real, que o brasileiro vivencia", afirmou ele, ao descartar que o partido tenha assumido uma postura de oposição e que como tal, deva deixar a base do governo federal.

ANGELA LACERDA, Agência Estado

26 Abril 2013 | 15h05

"O bom aliado é também o que critica, o que levanta questões e aponta soluções", afirmou. "Não fizemos ataques a ninguém." Para ele, o programa "foi fruto de todo o diálogo interno e externo que vem sendo feito pelo PSB em todas as regiões do País."

Para Guedes, o fato de o governador Eduardo Campos, presidente nacional do partido, ter sido a estrela do programa, aparecendo em quatro dos 10 minutos de duração não significa o lançamento da sua candidatura à presidência. "Além de ser o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos é o governador melhor avaliado do País e a maior liderança do partido", justificou.

Incompetente

No programa, Campos criticou "a velha política" adotada pelo governo federal de preencher cargo público mediante apadrinhamento político. "Cargo público tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito e espírito de liderança e não por um incompetente que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte", assinalou o governador de Pernambuco. Sileno Guedes desconversou ao ser indagado a quem foi o recado, quem é chamado de incompetente pelo governador. "Ele (Eduardo Campos) não se referiu a ninguém especificamente, ele se referiu à velha prática de apadrinhar quadros de perfil sem adequação para a função só para atender a acomodações políticas".

Para o presidente estadual do partido, o programa não vai azedar a relação com o governo federal. "O programa foi muito bom, prestou um grande serviço ao País. "Mostrou os avanços do Brasil ao longo da história de 1985 para cá - pós-ditadura - e mostrou, também, onde o País pode avançar mais."

Guedes afirmou que não acredita em represália do governo federal ao PSB e ao governador pernambucano em razão do programa partidário de quinta-feira.

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