PSB homologa aliança com PT em Belo Horizonte

Aprovação do nome de Márcio Lacerda foi comemorada por Pimentel e Aécio, articuladores da aliança

MARCELO PORTELA, REUTERS

29 de junho de 2008 | 16h10

O PSB aprovou, em convenção realizada neste domingo, 29, a candidatura de Márcio Lacerda, com o deputado estadual Roberto Carvalho (PT) como vice, para a prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de outubro. A aprovação foi comemorada pelos pré-candidatos e pelo prefeito Fernando Pimentel (PT), presente na convenção e um dos principais articuladores da chapa, ao lado do governador Aécio Neves (PSDB), que enviou o secretário de Governo, Danilo de Castro, para representá-lo no evento.   Veja Também: Calendário eleitoral das eleições deste ano  A presença do secretário é mais um indicativo de que o PSDB deverá aprovar apoio informal à chapa encabeçada por Lacerda, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Aécio, na convenção tucana, marcada para esta segunda-feira. A participação formal do PSDB na aliança foi vetada pela direção nacional petista, o que, segundo dirigentes do partido em Minas, inviabilizaria a chapa. O mesmo ocorre com o PPS, que aprovou, no sábado, o apoio informal à candidatura do pessebista. "A chapa simboliza um entendimento superior. A generosidade e sabedoria políticas triunfaram em Belo Horizonte", salientou Pimentel, em discurso na convenção. "Tínhamos a prefeitura, o governo do Estado e o governo federal trabalhando no mesmo rumo. Por isso conseguimos esse grande acordo, que vai muito além dos interesses partidários", acrescentou o prefeito, em entrevista após a homologação. Ele se referia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também manifestou apoio à coligação, inclusive com o PSDB, para a sucessão em Belo Horizonte. Nesta segunda, Lula, Aécio e Pimentel se encontram em Itajubá, no sul de Minas, para solenidade em comemoração aos 30 anos da Helibrás. "Vou conversar com o presidente, que é mais importante", alfinetou Pimentel, ao ser questionado se manteria contato com o presidente nacional do PT, deputado federal Ricardo Berzoini (SP), sobre o apoio do partido nas eleições em Belo Horizonte. Berzoini foi um dos principais opositores ao acordo com o PSDB e o PPS. "O presidente é um cabo eleitoral importante. O partido tem uma diretriz, que será seguida. Tentaram impedir um entendimento superior, mas não conseguiram", disparou o prefeito. A participação informal de PSDB e PPS não permite que a coligação tenha benefícios das legendas, como o tempo de propaganda eleitoral gratuita. "Foi uma generosidade do PSDB e do PPS concordarem com o apoio informal. Ficamos sem o tempo de TV e rádio e o voto de legenda, mas o Aécio vai andar conosco", disse Márcio Lacerda, também em entrevista. Também neste domingo, o diretório municipal do PCdoB na capital mineira homologou a aliança com o PRB e a candidatura da deputada federal comunista Jô Moraes, para a prefeitura da cidade. Após a aprovação, a deputada afirmou que o PCdoB colocaria à disposição os cargos que tem na administração municipal. "O PCdoB é um aliado em Belo Horizonte há 16 anos e sei que será uma candidatura de continuidade. Se o partido entender diferente e quiser entregar os cargos, eu lamentaria", afirmou Pimentel. "Mas é uma candidatura legítima e, por parte da prefeitura, não vai haver retaliação", concluiu.

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