PSB entra na briga para atrair Kassab

O comando nacional do PSB decidiu abrir negociações para atrair o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para o partido. O prefeito deverá conversar nesta quarta, 9, com o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, sobre uma eventual mudança para a legenda dos socialistas. Além de Kassab, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, também do DEM, deverá participar da conversa.

Marcelo de Moraes, de Brasília,

08 de fevereiro de 2011 | 18h42

Para tentar evitar a saída dos dois, o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), abriu na segunda-feira uma rodada de conversas com os possíveis dissidentes. Visitou Colombo em Santa Catarina e ouviu do governador que ele pode manter sua filiação. Na quinta-feira, deverá almoçar com Kassab em São Paulo.

 

“Tive uma conversa muito boa com o governador Colombo e acho que ele poderá continuar no partido. Com Kassab, a minha intenção será a mesma. Queremos que ele permaneça no partido e estamos fazendo os movimentos nesse sentido”, disse ACM Neto.

 

Insatisfeito com os rumos políticos do Democratas, Kassab não esconde sua vontade de trocar de legenda e garantir um espaço para concorrer ao governo de São Paulo, em 2014, num partido que participe da base de sustentação do governo da presidente Dilma Rousseff. Até então, o prefeito vinha conversando apenas com o PMDB, seu destino favorito no processo de troca de partido.

 

Mas a aproximação com o PSB ajuda Kassab até mesmo a melhorar as condições de negociação com o PMDB. Depois de deixar sua transferência praticamente acertada com o vice-presidente Michel Temer, o prefeito começou a receber recados de outros peemedebistas dando conta que sua entrada na legenda não garantia o controle interno do diretório de São Paulo. Se for para o PMDB, Kassab espera ter o comando do diretório local para ter certeza que sua candidatura ao governo não será freada. Sem isso, o prefeito precisaria depender de articulações políticas para conseguir cumprir esse objetivo. Agora, com o PSB entrando na disputa por Kassab, o prefeito tem um novo trunfo a seu favor para colocar na mesa de conversas com os peemedebistas.

 

O caso de Raimundo Colombo é diferente. O governador catarinense não tem a mesma urgência que Kassab para mudar de partido. O prefeito ficará sem mandato em 2012 quando termina sua administração em São Paulo e tem como perspectiva política a candidatura ao governo. Colombo não. Acabou de ser reeleito e só precisa se preocupar com reeleição em 2014.

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