PSB e Rede comemoram 'dois dígitos' de Campos no Datafolha

Aécio diz que PSDB é principal alternativa da oposição

O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2013 | 18h35

 Dirigentes do PSB do governador Eduardo Campos e da Rede da ex-ministra Marina Silva comemoravam o “crescimento significativo” do governador pernambucano na pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado A presidente Dilma Rousseff seria reeleita no primeiro turno, hoje, se concorresse com Eduardo Campos e Aécio Neves (PSDB).

 

Após uma semana de intensa exposição por conta da aliança com Marina, Campos alcançou 15% das intenções de votos num cenário em que disputa com Dilma Rousseff (42%) e Aécio Neves (21%). Na sondagem anterior, de agosto, o pernambucano atingia de 8% a 5%, dependendo do cenário. 

 

Para o PSB, Campos se mostra o mais viável para disputar um segundo turno com Dilma. “O Eduardo passou a ser uma via possível”, comemorou o presidente do PSB paulista, deputado Márcio França. “Achávamos que, com muita sorte, chegaríamos a dois dígitos só no final do ano.” O líder do PSB na Câmara, Beto Albuquerque (RS), destacou no Twitter que Campos dobrou o índice de intenção de votos sendo conhecido por só 25% do eleitorado. Segundo a pesquisa, 8% dos entrevistados conhecem “muito bem” o governador e 17% o conhecem “um pouco”. “É um crescimento que não pode ser contido e isso vai irritar ainda mais os adversários”, afirmou o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. 

 

Mais competitiva. A pesquisa revela, porém, que Marina ainda é bem mais competitiva. Ela alcança 29% num cenário em que disputa com Aécio (17%) e Dilma (39%). Internamente, há aliados que acreditam na inversão do jogo e veem Marina a candidata do PSB.

 

O deputado Walter Feldman (PSB), dirigente da Rede, classificou como “extraordinário” o crescimento de Campos e nega a existência de pressão para Marina ser a cabeça de chapa. “Os dados são todos favoráveis à nossa aliança”, afirmou. “A pesquisa foi muito positiva para Campos e Marina, neutra para Dilma e preocupante para o PSDB”, afirmou o deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ). 

 

No Planalto, assessores da presidente minimizaram o crescimento de Campos. Um deles disse ao Estado que a aliança com Marina produziu “muita marola” e pouco resultado. "As pesquisas, neste momento, quando ainda não existem candidaturas definidas, devem ser sempre vistas com serenidade. Mas os números divulgados pelo Datafolha são extremamente positivos para o PSDB, porque confirmam que somos a principal alternativa no campo da oposição", afirmou o presidente nacional do partido e provável candidato, senador Aécio Neves (MG). "O governo é quem deve estar preocupado. Apesar da alta e permanente exposição da presidente nos veículos de comunicação, e sendo uma candidata que tem o conhecimento de 100% dos eleitores, foram as candidaturas alternativas ao governo que, proporcionalmente, mais cresceram", acrescentou. 

 

O presidente do PSDB mineiro, deputado federal Marcus Pestana, disse no Twitter que os números são “excelentes” para Aécio e Campos. / DAIENE CARDOSO, LAÍS ALEGRETTI, TÂNIA MONTEIRO e PEDRO VENCESLAU

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