PSB e Rede começam a discutir eleição em São Paulo

Negociação de bastidor contraria discurso do provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, que tem dito que partidos só discutirão formação de palanques em 2014

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2013 | 19h07

São Paulo - O governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência, Eduardo Campos, tem dito que o PSB e a Rede só vão discutir a formação de palanques estaduais em 2014, mas as negociações entre os dois grupos sobre a sucessão em São Paulo já começaram nos bastidores. O deputado Walter Feldman (PSB-SP) e o presidente do PSB paulista, Márcio França, conversaram longamente durante o encontro programático dos partidos na segunda-feira e decidiram que é preciso começar a debater a situação de São Paulo já. Uma nova reunião será realizada na próxima semana.

O grupo ligado à ex-ministra Marina Silva não concorda com o acordo de apoiar à reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) que vinha sendo costurado pelo PSB paulista. Eles defendem o lançamento de uma candidatura própria. Feldman é um dos nomes indicados pela Rede para a disputa. Outra opção que agrada os sonháticos é lançar a deputada Luiza Erundina (SP).

França costuma afirmar que se o diretório estadual fosse consultado neste momento, "99%" votaria pela opção de compor a chapa de Alckmin, pois esse foi o caminho traçado pelo partido até agora. O próprio parlamentar se coloca como um nome possível para vice do tucano. Os dirigentes do PSB também veem com restrições o lançamento da candidatura de Erundina, pois avaliam que é um nome com alta rejeição e que não seduziria o eleitor jovem da era digital.

Na conversa de segunda, Feldman disse ao dirigente que entende que já havia um acordo entre PSB e PSDB antes da aliança com a Rede, mas que é preciso discutir o assunto. Feldman, que deixou o PSDB para entrar no PSB junto com Marina, afirma que, assim como está acontecendo na esfera nacional, a aliança no Estado tem de ser feita de maneira "programática". Marineiros, no entanto, já declararam ter resistência em apoiar candidaturas tanto do PSDB quanto do PT.

"Eu estou me agarrando à frase que Marina falou (no evento): 'Nós vamos governar com os bons do PSDB e os bons do PT'. Aí é uma questão subjetiva interpretar quem é que são os bons. Eu acho que o Alckmin é um homem correto", defendeu França.

 

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