PSB desconversa sobre participação no governo Dilma

Reunidos em Brasília para avaliar o desempenho do PSB nas eleições, governadores eleitos pelo partido desconversaram, ao chegar para o encontro, sobre a participação da legenda em ministérios do governo da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). O PSB elegeu seis governadores e pleiteia indicações para os ministérios das Cidades e Integração Nacional. O partido também quer manter controle sobre o ministério dos Portos e de Ciência e Tecnologia (MCT).

CAROL PIRES, Agência Estado

04 de novembro de 2010 | 13h17

O presidente do PSB, governador reeleito de Pernambuco Eduardo Campos, disse que conversou ontem à noite com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, mas não revelou quais as demandas que o partido colocou para o dirigente petista. "Nenhuma novidade, lugar, quem. Essas coisas serão definidas quando a presidente voltar de viagem que está fazendo", disse, referindo-se à viagem de férias de Dilma para um local não revelado pela assessoria dela.

Eduardo Campos disse ainda que cabe à presidente eleita "montar uma equipe que tenha identidade" com o estilo de trabalho dela. "Interesse do PSB é ajudar a Dilma. Não queremos constranger com indicações, exigências. Temos confiança nela", completou Eduardo Campos. "Nunca fomos de constranger para trocar apoio político por esse ou aquele cargo. Quando ela achar o tempo devido, vai chamar o PSB e dizer onde quer que a gente participe", disse.

O senador Renato Casagrande, eleito governador do Espírito Santo, disse que as conversas devem ter outra direção. Ao invés de se discutir quais as pastas que o PSB quer, primeiro Dilma deve dizer em quais setores o PSB pode dar maior contribuição.

"A presidente Dilma tem que imaginar cenário que lhe dê sustentação política. Nosso objetivo é dar sustentação, mostrar eficiência do PSB e com naturalidade vamos debater participação do PSB no governo", disse. "Temos que ver onde o PSB pode contribuir mais na visão da presidente, temos que inverter essa discussão", completou Casagrande.

Um dos poucos a falar mais abertamente sobre o assunto, o deputado federal reeleito Valtemir Pereira, presidente do PSB em Mato Grosso, disse que o partido também tem interesse no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Em primeiro lugar, por ordem de interesses, Cidades, depois Integração Nacional, MCT, e por último BNDES."

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