PSB de PE quer impedir eleição de presidente do partido

Sem chegar a um acordo com dirigentes da cúpula nacional do PSB, integrantes do diretório estadual de Pernambuco recorrerão à Justiça Eleitoral para tentar impedir a eleição do novo presidente nacional e membros da nova Executiva Nacional. A reunião que escolherá os novos dirigentes da legenda está prevista para ocorrer nesta segunda-feira (29), em São Paulo.

ERICH DECAT, Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2014 | 13h21

Segundo representante da legenda no Estado, a judicialização do processo ocorrerá porque não se conseguiu chegar a um acordo com a direção nacional do PSB pelo adiamento das eleições internas. No entendimento dos socialistas de Pernambuco, a escolha do comando do partido deveria ser feita somente após as eleições gerais, prevista para o próximo dia 5 de outubro.

"Nós estamos entrando com uma ação na Justiça para impedir a reunião, porque não atendeu algumas formalidades previstas no nosso estatuto. Por isso, vamos aguardar um posicionamento da Justiça para saber se a reunião vai ocorrer. Vamos entrar com essa ação hoje", afirmou ao Broadcast Político o vice-presidente nacional do PSB e candidato ao Senado em PE, Fernando Bezerra Coelho. "Queremos o adiamento da reunião para que a gente tenha tempo, após os resultados eleitorais, de poder aprofundar as conversas para construir uma solução que possa traduzir um consenso do partido. Tentamos isso por meio do diálogo, tentamos por meio de várias reuniões, realizadas ontem e anteontem, mas infelizmente elas não chegaram a bom termo. Agora vamos tentar adiar a reunião com um pronunciamento da Justiça", ressaltou Coelho.

Na ação, os integrantes do diretório estadual irão alegar que não foi respeitado o prazo de convocação previsto no Estatuto. A escolha da data para a eleição interna foi divulgada na segunda-feira (22) no Diário Oficial da União. A iniciativa, conforme revelou o Broadcast na última terça-feira (23), causou reações contrárias entre os dirigentes da legenda em PE, berço eleitoral do ex-presidente da legenda e candidato presidencial Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 13 de agosto. Caso não consigam uma vitória na Justiça, integrantes do partido no Estado não descartam a possibilidade de lançar uma chapa com o nome do prefeito de Recife, Geraldo Julio (PSB), que iria para um confronto com o atual presidente nacional, Roberto Amaral.

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