PSB dá prazo ao PT na disputa pré-eleitoral de Belo Horizonte

Rompido com o vice petista, Márcio Lacerda reiterou a aliança com o PSDB para as eleições

Luciana Nunes Leal, de Agência Estado

02 de dezembro de 2011 | 10h44

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), saiu na manhã desta sexta-feira, 2, de uma reunião com o presidente do PT, Rui Falcão, dizendo que "pode acontecer de tudo" nas negociações para a eleição do ano que vem na capital mineira. Candidato à reeleição, Lacerda está rompido com o vice, Roberto Carvalho (PT), que trabalha pela candidatura própria, com o argumento de que os petistas não podem aceitar a presença formal do PSDB na aliança. O prefeito pediu pressa na decisão do PT sobre ficar na aliança ou lançar candidato próprio. "Vamos aguardar que a executiva municipal tome a decisão o mais rápido possível, até o fim de janeiro", disse o prefeito.

O prefeito, no entanto, reiterou a presença dos tucanos na coligação da reeleição. "Essa hipótese (de saída do PSDB da aliança) não existe. O PSDB de Minas foi convidado pelo PSB nacional para estar formalmente na aliança", disse Lacerda. O prefeito disse que o grupo de Carvalho é "minoritário" no PT de Belo Horizonte e "está muito associado a um projeto pessoal do vice-prefeito".

Em jantar com Rui Falcão na noite desta quinta-feira, 1, o vice Roberto Carvalho disse que vai "até o fim" na tentativa de aprovar a tese da candidatura própria para a prefeitura. A estratégia do vice-prefeito é fazer um discurso anti-tucano que mobilize a militância petista, apesar da preferência do comando nacional do PT pela manutenção da aliança com o PSB de Lacerda.

No café da manhã desta sexta, Rui Falcão sugeriu que Márcio Lacerda trabalhe pela inclusão do PMDB na coligação. "O presidente Rui Falcão entende que a presença de partidos da base do governo Dilma Rousseff, como o PMDB, seria útil. Entende também que o PT tenha espaço na TV (durante a campanha), o que é legítimo", afirmou Lacerda.

Falcão levou na quinta à executiva nacional do PT a proposta de que o prazo final para definição de candidaturas próprias e alianças nas capitais seja antecipado de março para janeiro, para evitar o prolongamento de impasses como o de Belo Horizonte, Recife e Fortaleza. Questionado se uma possível candidatura própria do PT na capital mineira possa atrapalhar o apoio do PSB ao PT em outras capitais, Lacerda disse que é "natural que haja consideração na estratégia a nível nacional".

Depois da reunião da executiva nacional, nesta quinta, o diretório nacional do PT se reúne nesta sexta, em Belo Horizonte. A senadora Marta Suplicy (SP), o ex-deputado e assessor do Ministério da Defesa José Genoino e parlamentares de vários Estados já estão na capital mineira.

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