Márcio Fernandes/Estadão - 14.08.2014
Márcio Fernandes/Estadão - 14.08.2014

PSB concorda com famílias e vê falha na investigação do acidente que matou Campos

Em nota, partido diz entender que Aeronáutica deveria comparar queda com outros incidentes e ter feito um teste de simulador de voo

O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2016 | 12h11

Em nota assinada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira, o PSB disse nesta quarta-feira, 20, concordar com a família do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos em relação a falhas na investigação do acidente aéreo que matou o então candidato a presidente, em agosto de 2014, e mais seis ocupantes do jato Cessna Citation 560 XL. A Aeronáutica divulgou um dia antes relatório que apontou falha humana como principal causa da queda do avião em Santos, no litoral paulista.

De acordo com relatório do Centro de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgado pela Força Aérea Brasileira (FAB), a indisciplina em voo, a péssimas condições meteorológicas na hora do acidente, o cansaço do piloto Marcos Martins e do copiloto Geraldo Magela Barbosa e a falta de treinamento deles naquele modelo levaram a uma possível “desorientação espacial” – que fizeram a tripulação perder o controle da aeronave, levando à queda. As investigações descartaram falha técnica da aeronave.

Tanto as famílias dos tripulantes quanto a de Eduardo Campos, porém, acreditam que as autoridades deveriam avançar nas investigações de possíveis falhas técnicas do modelo usado pelo então candidato presidencial e pretendem entrar com ação na Justiça dos Estados Unidos contra a Cessna, fabricante do jato. A nota divulgada nesta quarta pelo PSB diz que o partido "expressa sua concordância com as ponderações feitas pela família de Campos a respeito das conclusões do trabalho".

"O PSB entende que o Cenipa deveria ter considerado outros acidentes e incidentes envolvendo aeronaves da mesma família, Citation, de fabricação norte-americana, e realizado durante a investigação um teste de simulador de voo", diz o texto assinado por Siqueira, ex-braço direito de Eduardo Campos. A nota termina ao afirma que "se espera, por ora, a conclusão da apuração a cargo da Procuradoria da República e da Polícia Federal".

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