PRTB do PR quer cassar candidatura da própria legenda

Uma disputa entre o candidato ao governo do Paraná pelo PRTB, Robinson de Paula, que não tem pontuado nas pesquisas, e a direção regional do partido levou ambos a digladiarem-se na Justiça Eleitoral. O primeiro, para ocupar o espaço eleitoral gratuito de 51 segundos, e o segundo, para tentar cassar a candidatura. Por enquanto, houve definição apenas em favor de Robinson, mas o partido já recorreu.

EVANDRO FADEL, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 16h57

A briga começou no dia 27 de agosto, quando, ao invés de apresentar seu candidato, o PRTB utilizou o horário para criticar o candidato do PSDB, Beto Richa, apresentando trechos de uma entrevista em que ele prometia cumprir os quatro anos na Prefeitura de Curitiba. Robinson revoltou-se e foi à Justiça Eleitoral, que lhe concedeu o direito de aparecer no vídeo. Esta semana ele tem usado o espaço para dizer que é candidato e que não faz o "jogo de ninguém".

"Querem tirar minhas propostas e fazer ataques", reclamou o candidato, que é policial militar. Ele afirmou que não desistirá da candidatura e vai recorrer até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) atenda às demandas do partido. Robinson já fez gravações mostrando as propostas de governo, que devem ir ao ar na próxima semana. "Não sou fantoche e não vou deixar que me usem para interesses particulares", defendeu.

O presidente regional do PRTB, Marino José Teixeira, alegou "indisciplina" do filiado. "O tempo de televisão é do partido", disse. Segundo ele, o horário seria usado para promover o PRTB e "lembrar os problemas da Assembleia Legislativa e de políticos que falam algo e não cumprem". "Ele (Robinson) não concordou e quer se autopromover", acrescentou. Se o pedido de cassação for aceito, a nova candidata será Ella Patrícia Teixeira Vicente, filha do presidente, que até agora está registrada como candidata à Assembleia Legislativa.

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