André Dusek/Estadão
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Sabatina de Janot deve ter clima favorável

Embora hostilizado por Fernando Collor, procurador teve aprovação no Senado acertada entre a cúpula do PMDB e o governo

Talita Fernandes e Erich Decat , O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2015 | 02h04

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve encontrar hoje um clima favorável à sua aprovação durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Embora 13 dos 81 senadores sejam investigados na Operação Lava Jato, parlamentares dizem acreditar que o senador Fernando Collor (PTB-AL) - denunciado por Janot na Lava Jato que já o xingou publicamente - deverá ser uma voz "solitária" nas críticas ao procurador.

Como mostrou o Estado anteontem, o PMDB "fechou acordo" com o governo para aprovar Janot no Senado.

A Polícia Legislativa deverá reforçar a segurança durante a sabatina, marcada para as 10 horas. Um dos motivos é o tom beligerante adotado por Collor em relação a Janot. A sabatina deverá ser acompanhada por até três policiais e, na sala que abriga a comissão, deverá haver outros quatro integrantes da Polícia Legislativa.

Embora Collor não seja titular da CCJ, há a possibilidade de o senador participar da votação na comissão. Isso ocorrerá se um dos três senadores que compõem o bloco do qual Collor faz parte - Eduardo Amorim (PSC-SE), Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) - se ausentar da sessão.

A aprovação na CCJ é o primeiro passo para Janot permanecer no cargo por mais dois anos. O atual mandato expira em 17 de setembro. Até lá, além da votação na CCJ, ele deve ser aprovado pelo plenário do Senado. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), já disse que quer dar "celeridade" ao processo de recondução, mas senadores acreditam que pode não haver tempo suficiente para Janot passar, hoje, na CCJ e no plenário.

Questões. No radar dos senadores estão questionamentos ligados à Lava Jato, como delações premiadas e o motivo de, até agora, apenas dois políticos investigados terem sido denunciados. Na semana passada, Janot ofereceu ao Supremo denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e Collor.

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