Provocações à direita e à esquerda em debate no RS

O quarto debate da campanha eleitoral de Porto Alegre, esta noite, na TV Bandeirantes, mostrou dois duelos distintos. Num deles, Onyx Lorenzoni (DEM) fustigou o prefeito José Fogaça (PMDB), candidato à reeleição e líder nas pesquisas, insistindo na busca do eleitorado à direita do espectro político. No outro, Maria do Rosário (PT) e Manuela D''Ávila (PCdoB), empatadas em segundo lugar nas pesquisas, trocaram farpas na disputa pela esquerda. Quando conseguiu se dirigir a Fogaça, Lorenzoni provocou perguntando: "O que deu errado em seu governo?"O prefeito citou realizações como ampliação das equipes de saúde da família e adoção da educação integral em 11 escolas da cidade. Como foi alvo também de outros candidatos, Fogaça defendeu sua administração citando iniciativas como a governança solidária, que reúne o capital social para desenvolver projetos sem custos para os cofres públicos.Manuela fustigou Maria do Rosário querendo saber se os problemas de saúde da cidade começaram há apenas quatro anos, quando o PT deixou de governar a cidade. A candidata petista rebateu falando que há lado na política e que o povo quer saber com quem seus candidatos andam, numa referência à ampla aliança da concorrente, que juntou o PCdoB ao PSB e ao PPS, visto como partido de direita no Rio Grande do Sul. Maria do Rosário tentou colar sua candidatura à popularidade de Lula anunciando parcerias com o governo federal, mas Manuela lembrou que os dois primeiros anos do atual presidente coincidiram com os dois últimos anos do PT em Porto Alegre e, à época, os projetos conjuntos não aconteceram.Os demais concorrentes fizeram apostas diferentes. Luciana Genro (PSOL) atacou tanto Fogaça quanto Nelson Marchezan Júnior (PSDB) dizendo que os dois pertencem a partidos aliados no governo do Estado, que, quando chegam ao poder, repetem o discurso da falta de recursos. Marchezan Júnior defendeu os governos tucanos dizendo que eles fazem o ajuste fiscal para permitir que os administradores voltem a ter recursos para investir. E Paulo Rogowski (PHS) preferiu citar suas propostas para construir um porto na zona sul da cidade e comprar vagas em hospitais particulares para resolver os problemas mais urgentes da saúde.

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