Providências da Petrobras foram insuficientes

Foram insuficientes as providências iniciais da Petrobras para conter e dispersar o óleo que vazou da P-7, acusaram hoje representantes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema). Após sobrevoar a área do acidente, entre 13h30 e 14h, dirigentes de órgãos ambientais reivindicaram que a estatal destinasse ao trabalho mais barcos, mais barreiras e mais lanchas. O acidente deverá levar a uma reformulação do plano de emergência para a Bacia de Campos."Quando estivemos lá, havia apenas dois barcos, com 300 metros de barreiras, e apenas uma lancha para atuar na dispersão do petróleo", contou o coordenador regional do Ibama no Rio, Carlos Henrique Abreu Mendes. "Faltavam mais dois barcos, com mais 300 metros de barreiras, e outras quatro lanchas." As lanchas, explicou, devem passar sobre a mancha, para que ela se dilua rapidamente. Mais tarde, a estatal informou ter tomado as providências.Também o presidente da Feema, Axel Grael, criticou o que considerou pequena quantidade de barreiras. "Deveria ter sido quatro vezes mais", atacou. As falhas foram tema da reunião entre representantes da Petrobras e de órgãos de meio ambiente. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, conversou com Abreu Mendes por telefone e disse que vai determinar a aceleração da elaboração do novo plano de emergência para a área de petróleo. "Vamos começar por Campos", disse o coordenador.

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