'Provas não existem', diz Lupi sobre acusações contra Paulinho

Ministro havia dito na segunda-feira que Paulinho renunciaria à direção estadual do PDT ainda nesta semana

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2008 | 15h19

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu mais uma vez o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Para o ministro, até hoje o que existem são "configurações e relações" entre o deputado e o caso. "Provas não existem", disse. Para ele, a onda de denúncias e escândalos no Brasil no setor empresarial e político "refletem a decadência da sociedade".   Veja também:  BNDES foi vítima em caso de desvio de verbas, diz Coutinho  Entenda a operação Santa Tereza  Leia a íntegra do relatório da PF  Grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES   Lupi havia dito na segunda-feira que Paulinho renunciaria à direção estadual do PDT em São Paulo ainda nesta semana. Paulinho corre risco de ser cassado pela Câmara sob acusação de participar de um esquema de desvio de  recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).   "Se isso de fato ocorreu, quem se beneficiou foi também o prefeito da cidade de Praia Grande (Alberto Mourão), que é do PSDB. Vale ver porque não há uma investigação sobre esse prefeito", afirmou. Ele garante, porém, que seu nome não foi citado em nenhuma das gravações. "Ninguém encontrará meu nome", disse.   Lupi ainda fez uma avaliação da onda de escândalos, envolvendo empresas e políticos no País. "Isso tudo reflete uma sociedade em decadência e que está perdendo os valores. O que ocorre na política reflete essa sociedade. A vida se transformou em um topo tudo por dinheiro", disse o ministro, que está em Genebra nesta semana participando de reuniões na Organização Internacional do Trabalho.   Ele ainda aponta o fato de que jornais querem "vender calamidades". "A saída é buscar resgatar os valores", disse.  Jacques Wagner, governador da Bahia, também estava em Genebra e alertou para a impunidade. "O que envergonha é a impunidade", disse. "Essa onda (de denúncias e escândalos) não ocorra apenas na política", disse.

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