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Protógenes diz que mostrará novas acusações contra Dantas

Delegado também afirmou, durante palestra do MST, que 'ocupação de fazenda de bandido é dever do povo'

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

15 de março de 2009 | 13h52

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz só irá esclarecer as condições em que ocorreram as investigações da Operação Satiagraha no depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Clandestinas, marcado para o dia primeiro de abril. Enquanto isso não acontece, afirmou em seminário do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, que "a ocupação de fazenda de bandido é dever do povo brasileiro". A declaração foi feita durante palestra organizada pelo Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, em São Paulo.

 

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Depois de sua palestra, o delegado tentou reduzir o impacto de suas afirmações e afirmou que não fez apologia ao crime. "Não estou incentivando ninguém a fazer invasão de terras. Só estou dizendo que sei as condições escusas que essas terras foram adquiridas", afirmou. Segundo ele, essas condições serão reveladas por ele próprio na CPI. Ainda sobre o depoimento, o delegado afirmou que ainda não recebeu qualquer convocação formal, mas que irá comparecer ao depoimento.

 

No final de fevereiro, um grupo de militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) invadiu a fazenda Espírito Santo, em Eldorado dos Carajás (PA), pertencente a Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade do Grupo Opportunity do banqueiro Daniel Dantas. Dantas foi um dos presos na operação Satiagraha comandada por Protógenes, mas ele acabou sendo afastado do caso, acusado de ter se excedido nas investigações.

 

Durante a palestra, o delegado voltou a afirmar que conduziu a operação de forma legal e que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito, em resposta a uma consulta, declarou em voto que seria permitido o intercâmbio de informações entre a Agência Brasileira de Informações (Abin) e outros órgãos de inteligência, como a PF. "Isso já é uma sinalização da mudança no pensamento do STF".

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