Protógenes: Abin participou de mais de 160 ações da PF

O delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz disse hoje, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já participou de mais de 160 operações da corporação. A participação de arapongas na Operação Satiagraha - que já foi coordenada pelo delegado - é apontada como irregular pela própria corregedoria da PF. "Está dentro da legalidade a participação da Abin em ações da Polícia Federal. E não foi apenas na Satiagraha, foram mais de 160 operações", afirmou.

ANA PAULA SCINOCCA E LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

08 de abril de 2009 | 20h43

Protegido por um habeas-corpus que lhe garantia o direito de ficar calado para não se autoincriminar, Protógenes se recusou a responder a maioria das perguntas hoje, em seu segundo depoimento à CPI, na Câmara. "Excelentíssimo senhor presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), cujo objeto jurídico é a interceptação telefônica clandestina de dados, eu me abstenho de responder à pergunta", repetiu ele dezenas de vezes.

Sob a orientação de dois advogados, Protógenes disse que nenhuma interceptação telefônica na Satiagraha foi ilegal. Ele foi indiciado por violação de sigilo funcional e compartilhamento de dados com a Abin. O delegado afirmou estar sendo injustamente acusado e que "segurança jurídica neste País só se tem para a minoria".

Tudo o que sabemos sobre:
CPIgramposSatiagrahaAbinProtógenes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.