Dida Sampaio/AE
Dida Sampaio/AE

Protocolado requerimento para criação de CPI do MST

Para garantir a abertura da comissão foram recolhidas 34 assinaturas de senadores e 171 de deputados

Célia Froufe, da Agência Estado,

16 de setembro de 2009 | 13h35

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) protocolaram na manhã desta quarta-feira, 16, um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar repasse de recursos públicos ao Movimento dos Sem-Terra (MST). O requerimento foi entregue na secretaria geral da mesa do Senado.

      

Para garantir a abertura da CPMI eram necessárias 27 assinaturas do Senado e 171 da Câmara. Os parlamentares recolheram 34 e 192 assinaturas, respectivamente. O objetivo da criação da comissão é o de apurar denúncias publicadas pelo Estado e pela revista Veja, sobre irregularidades em convênios fixados entre o governo e o MST. A leitura do requerimento deve ser feita em sessão conjunta do Congresso, já que se trata de uma CPI mista.

 

A senadora Kátia fez duras críticas ao Movimento dos Sem Terra. "O MST não tem e nunca teve nenhum propósito de conseguir um pedaço de terra. É um grupo criminoso, que age à margem da lei, que produz intranquilidade e violência no campo", disse a senadora, que completou afirmando serem "fachadas" as cooperativas do MST.

 

Veja também:

documento Requerimento para abertura da CPMI

linkMST diz que CPI é 'represália' por suas lutas sociais

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O movimento manifestou-se por meio de nota na qual classifica o requerimento como "represália" contra suas lutas e um "instrumento político e ideológico de setores conservadores".

 

Segundo Kátia Abreu, a comissão irá apurar os possíveis crimes de formação de quadrilha e improbidade administrativa.

 

Por enquanto, a senadora do DEM se ampara em informações divulgadas pela a imprensa. Segundo ela, dos últimos R$ 60 milhões que o MST recebeu de repasses, R$ 40 milhões foram enviados pela União. O restante teria vindo de organizações não-governamentais estrangeiras, que também serão rastreadas pela CPI. "Queremos saber se houve registro desses repasses na Receita Federal e a origem deles", explicou a senadora.

 

Com informações da Agência Senado

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