Protestos podem fazer PMDB adiar reunião da Executiva

O encontro dos integrantes da Executiva Nacional do PMDB marcado para esta terça-feira (25), quando seriam discutidas as alianças nos Estados no próximo ano, deve ser adiado. Prevista para ser realizada em um hotel em Brasília, a reunião foi marcada no início de junho, período em que as manifestações em várias cidades do País ainda não tinham ganhado força. Na última semana, os protestos levaram mais de 1 milhão de pessoas às ruas.

ERICH DECAT, Agência Estado

24 Junho 2013 | 10h04

Integrantes da cúpula do partido ouvidos pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, avaliam que é precipitado realizar um encontro para se discutir a formação de palanques de 2014 em um momento em que não se tem clareza sobre os rumos das manifestações e os reflexos sobre o governo Dilma.

"A reunião não vai acontecer. Não se pode discutir agora essa pauta de alianças. Não é o que o povo quer. Vivemos um momento muito instigante em que a agenda mudou. Temos que ter sensibilidade a isso", disse um integrante da cúpula do PMDB sob condição de anonimato.

Procurado pela reportagem, o presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO), confirmou que fez algumas ligações nesse final de semana para avaliar a possibilidade de se adiar o evento. Entre os consultados estava o vice-presidente da República e presidente licenciado do partido, Michel Temer.

"Há essa possibilidade do adiamento para que nós possamos analisar os reflexos das manifestações. Mas só bateremos o martelo ao longo desta segunda-feira (24)", afirmou Raupp.

Racha - Parte dos integrantes do partido vive a expectativa de poder se lançar como candidato ao comando dos respectivos Estados no próximo ano. A movimentação nos bastidores de alguns dos postulantes divide a cúpula do PMDB, uma vez que há a previsão de enfrentamento com candidatos do PT, principal aliado na esfera nacional. Entre os locais onde poderá ocorrer um confronto entre os dois partidos estão Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Goiás e Rio Grande do Sul.

Intervenção - Além das alianças nos Estados, integrantes da cúpula do partido vivem o dilema de tomarem uma decisão obre uma possível intervenção no diretório estadual de Tocantins. O impasse no Estado deve-se ao fato de que parte do diretório local quer seguir em apoio ao atual governador, Siqueira Campos (PSDB), mas o ex-governador do Estado Marcelo Miranda defende uma candidatura própria do partido em 2014. Um processo de intervenção da Executiva Nacional no diretório estadual está em curso e tem como relator o deputado federal Lelo Coimbra (ES). "Defendo a candidatura própria porque não concordamos com a forma como o Estado está sendo conduzido. Somos oposição ao atual desgoverno que está aí", disse Miranda ao Broadcast Político.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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