Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Protestos em Goiás são liderados pela maçonaria

Vestindo ternos pretos e outros trajes típicos das cerimônias maçons eles lideraram protestos contra a corrupção e o governo Dilma

Marília Assunção, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

12 Abril 2015 | 17h46

Goiânia - A principal marca do protesto deste domingo, 12, em Goiânia e em algumas cidades do interior, foi a presença maciça de integrantes de diferentes lojas maçônicas liderando manifestações. Vestindo ternos pretos e outros trajes típicos das cerimônias maçons eles lideraram protestos contra a corrupção e o governo Dilma Roussef em Goiânia e Catalão, onde copareceram 200 pessoas, segundo a PM.. Também houve mobilização neste domingo, 12, em Anápolis, Jataí e Rio Verde, todas com 200 pessoas, no máximo, segundo a PM em cada cidade.

Os próprios organizadores admitiram que o número de pessoas mobilizadas em Goiânia foi menor que no protesto de 15 de março, mas eles não se entenderam quanto à estimativa. A Polícia Militar estimou em 2.500  pessoas mobilizadas no ponto alto do  protesto deste domingo, enquanto os organizadores falaram em 5, 20 e até 50 mil manifestantes. No 15 de março, houve estimativa variando entre 25 até 60 mil pessoas no protesto em Goiânia. 

Além dos PMs, um grupo de 30 seguranças privados foram contratados para o evento, mas eles se recusaram a informar qual dos movimentos pagou o serviço. Não houve conflitos nem detidos. 

Além da maçonaria, em Goiânia o protesto foi organizado pelo Movimento Vem pra Rua Goiás e Movimento Brasil Livre. Antes da manifestação maior, marcada para as 14 horas, na Praça Tamandaré, os maçons fizeram uma passeata pela manhã em Goiânia e outra em Catalão, a 260 quilômetros da capital goiana,com 200 pessoas participando, segundo a PM. Thiago Manuel Ferreira, um dos maçons que liderou o protesto realizado durante a tarde estava entre os que calculavam em mais de 15 mil os participantes. Uma organização denominada Associação dos Médicos Maçons colhia assinaturas defendendo um projeto de lei de interesse popular denominado Corrupção Nunca Mais.  

A maior parte do público compareceu vestida de verde e amarelo e muitos se cobriam com a bandeira nacional. A maioria das faixas pedia a saída da presidente Dilma, outras defendiam o impeachment dela ou citavam o escândalo na Petrobrás.

Por volta das 15h30 os manifestantes romperam um acordo que tinham feito com a PM e decidiram fazer uma marcha, mas ficaram divididos. Muitos dispersaram  e um dos grupos ficou na Tamandaré. Depois acabaram decidindo se juntar ao outro grupo que partiu atrás de um carro de som a caminho da Superintendência Regional da Polícia Federal, no Setor Bela Vista. Na porta da PF fizeram uma rápida manifestação. Não houve shows nem a participação de políticos na mobilização em Goiânia.

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