Protesto termina em Belo Horizonte e reúne seis mil pessoas

A manifestação contra o governo Dilma Rousseff (PT) na capital mineira acabou por volta das 14h30. O ato começou na Praça da Liberdade, às 10 horas, e seguiu para a Praça da Estação, no centro da cidade. Conforme a Polícia Militar, na praça da Estação, o pico de pessoas presentes chegou a 6 mil, um pouco a mais do que no local de concentração, que foi estimado em 5 mil. Lideranças dos movimentos organizadores, porém, contabilizaram 20 mil pessoas na Praça da Estação e umas 15 mil na Praça da Liberdade. Mesmo com números diferentes, eles estão bem distantes do ato do dia 15 de março, quando, segundo a PM, 24 mil pessoas participaram. Havia a expectativa da presença do senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, no ato de hoje, o que não ocorreu.

SUZANA INHESTA, CORRESPONDENTE, Estadão Conteúdo

12 Abril 2015 | 16h13

O ato transcorreu sem ocorrências graves. A Praça da Liberdade ficou totalmente liberada por volta das 14 horas, conforme a PM. Na praça da Estação, além das críticas ao governo Dilma, o governo petista estadual, de Fernando Pimentel (PT), também foi atacado. "O governador não fez nada em 100 dias. O Pimentel pode esperar, a sua hora vai chegar"; "Pimentel, ladrão, seu lugar é na prisão", foram as frases faladas pelo povo e pelos locutores nos carros de som.

Havia uma grande faixa no chão com os dizeres: "Toffoli, advogado do PT. Não aceitamos você. Declare-se impedido". E em outro momento, novo coro: "Lula, cachaceiro, devolve meu dinheiro" . Na sequência, o locutor falou que o País precisa ser contra o povo de São Paulo, "que tem único objetivo de implantar o socialismo". O final do ato foi marcado pelo coro cantando o Hino Nacional com mãos dadas e o locutor falando para irem para casa descansar. Muito se falava entre os presentes que estava chegando a hora do clássico entre o Atlético Mineiro e Cruzeiro, no Estádio Independência, às 16 horas, pela semifinal do Campeonato Mineiro.

O representante da Frente União Brasil e presidente da Ordem Santa Cruz, Caio Bellote, disse que ficou com a sensação de dever cumprido. "Dessa vez houve uma liberdade maior de temas, desde Fora Dilma, Corrupção, CPIs de fundos e BNDES, entre outros. A organização foi mais profissional, teve mais logística", afirmou. No ato do dia 15, havia somente um carro de som, o do Vem Pra Rua. Hoje, haviam quatro carros de som, dos principais movimentos, o que ajudou o pessoal na Praça da Estação.

Dia 21

Bellote disse que estão convocando as pessoas para protestarem contra Dilma, no próximo dia 21, dia de Tiradentes, principal integrante da Inconfidência Mineira, na Praça Tiradentes, no bairro Funcionários. "Será um ato de luto pelo Brasil. Levaremos vela, faremos procissão", disse. No mesmo dia, na cidade de Ouro Preto, ocorrerá a solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, e comenta-se que Dilma e Lula poderiam comparecer (a presidente como oradora, inclusive), pela proximidade de Pimentel com os dois políticos. Não há nada confirmado até o momento.

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