Unacon Sindical/Divulgação
Unacon Sindical/Divulgação

Protesto na sede da CGU impede entrada de ministro da Transparência no prédio

Fabiano Silveira tentou entrar no edifício, mas acabou recuando e deixou o local; sindicato pede exoneração dele do cargo

Sandra Manfrini e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2016 | 10h37

BRASÍLIA - Protesto realizado por analistas e técnicos de finanças e controle na manhã desta segunda-feira, 30, no edifício sede da Controladoria Geral da União (CGU), impediu a entrada do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, no prédio. Os servidores cobram a exoneração de Silveira, após a revelação de novas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, na qual o ministro participa de reunião com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e Machado e faz críticas à Operação Lava Jato, além de orientar Renan sobre formas de enfrentar as investigações.

Os servidores protestam desde cedo. Ao chegar ao edifício no carro oficial, o ministro tentou entrar no prédio, mas acabou recuando e deixando o local. Segundo os técnicos da pasta, muitos chefes de regionais da CGU estão entregando os cargos.

Mais cedo, o Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon Sindical) divulgou nota, na qual "exige a imediata exoneração" de Fabiano Silveira do cargo. Segundo o sindicato, Silveira "demonstrou não preencher os requisitos de conduta para estar à frente de um órgão que zela pelo combate à corrupção". Para a Unacon Sindical, as gravações reveladas "exigem respostas rápidas e assertivas" do presidente em exercício, Michel Temer. 

Na tarde desta segunda, cerca de 400 servidores ligados à antiga CGU protestavam na Praça dos Três Poderes e caminhavam em direção ao Palácio do Planalto. Na gestão interina de Michel Temer a pasta foi transformada em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Os servidores pedem a saída do ministro Fabiano Silveira do comando do ministério. Os servidores soltam fogos de artifício e seguram cartazes dizendo que "o combate à corrupção já tem nome: CGU" e "tirem as mãos da CGU".

 

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