Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Protesto em Porto Alegre termina com convocação para novos atos

Segundo organizadores, um novo ato de grandes proporções pode ocorrer no dia 12 ou 19 de abril

GABRIELA LARA, CORRESPONDENTE, Estadão Conteúdo

15 de março de 2015 | 19h02

A marcha realizada em Porto Alegre contra o governo da presidente Dilma Rousseff e a favor do impeachment encerrou por volta das 18 horas, depois de os participantes cantarem o Hino Nacional. Os organizadores, que estavam em cima de um carro de som, incitaram os manifestantes a continuarem protestando "até atingirem o objetivo de tirar Dilma do poder". Segundo eles, um novo ato de grandes proporções pode ocorrer no dia 12 ou 19 de abril.

A Brigada Militar informou há pouco que 100 mil pessoas participaram do protesto deste domingo na capital gaúcha. De acordo com o tenente coronel Mário Ikeda, tudo transcorreu com normalidade. "Conseguirmos proteger a população e tudo saiu conforme o previsto", disse.

A mobilização, organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) no Rio Grande do Sul, começou às 14h, com uma concentração no parque Moinhos de Vento. A passeata estava programada para iniciar às 16h, mas foi adiantada em meia hora devido ao grande número de pessoas aglomeradas no parque.

Segundo a BM, os participantes percorreram um trajeto de 4,8 quilômetros iniciado e encerrado no parque Moinhos de Vento. O protesto reuniu pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, quase todos vestindo as cores da bandeira brasileira. Algumas pessoas acompanharam a multidão de bicicleta, de skate e até de cadeira de rodas. Além disso, muitos moradores que estavam nos seus apartamentos demonstravam apoio ao longo do percurso, assim como motoristas que passavam de carro pelas proximidades.

Os participantes entoavam gritos como "fora Dilma e fora PT" e "vem para a rua". Muitos levavam cartazes reivindicando o combate à corrupção e melhorias para áreas como saúde e educação. Entre a multidão, teve até quem pedisse a intervenção militar.

Quando o grupo chegou ao parque da Redenção, um dos maiores de Porto Alegre, muitos manifestantes começaram a entrar no local, mas os organizadores orientaram a multidão a seguir direto novamente para o parque Moinhos de Vento, já que um grupo pró-Dilma realizava um ato na Redenção desde o início da manhã. "Não queremos que pareça que estamos provocando", disse Fábio Ostermann.

A Brigada Militar informou que houve um pequeno enfrentamento na Redenção que resultou em uma ocorrência envolvendo quatro pessoas. Este foi o único incidente relevante registrado em uma tarde de manifestação pacífica na cidade.

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