André Borges/Estadão
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Em Brasília, ato reúne poucos manifestantes neste 15 de novembro

Protesto foi convocado pelo movimento Vem Pra Rua

André Borges, O Estado de S. Paulo

15 Novembro 2015 | 10h49

BRASÍLIA - A manifestação marcada para a manhã deste domingo, 15, na Esplanada dos Ministérios reúne poucas pessoas. Boa parte dos que protestam no momento está ligada a movimentos de apoio à intervenção militar.

A Polícia Militar montou um forte esquema de segurança ao longo de toda a Esplanada. Muitos trechos foram bloqueados com grades, é o que foi feito, por exemplo, em frente ao Palácio do Itamaraty, que já foi alvo de depredações nas manifestações contrárias à realização da Copa do Mundo no Brasil.

Apesar da baixa adesão, manifestantes continuam chegando. O trânsito na Esplanada está bloqueado nos dois sentidos. O clima é de tranquilidade até o momento. O uso de carros de som, que tradicionalmente tem marcado os protestos, não é feito hoje, pelo menos em frente ao Congresso Nacional, onde esses veículos costumam estacionar.

O protesto foi convocado para esta manhã pelo movimento Vem Pra Rua. Nas redes sociais, o grupo convocou manifestantes a vestirem verde e amarelo para o que chamaram de "proclamação do fortalecimento da nossa República" nesse 15 de novembro. A manifestação, segundo o chamamento nas redes sociais, é por um "Brasil melhor, sem PT nem corrupção".

Em frente ao Congresso Nacional, há um grupo de pessoas acampadas do Movimento Brasil Livre (MBL). Está prevista para às 18h uma vigília, com a chegada de manifestantes que apoiam o acampamento.

A espera de fregueses. O ambulante Antônio de Souza, vendedor de bandeirinhas do Brasil, cornetas, bonés e camisetas, disse que já viu manifestações melhores. "Num dia bom, faço uns mil reais com a venda dos meus produtos. Hoje acho que vai ser meio difícil", disse Souza.

Morador da Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, ele disse que sempre acompanha as notícias sobre as manifestações para comprar bandeiras, camisetas e vir para a Esplanada revender o produto. Na barraca do ambulante, uma bandeira pequena é vendida por R$ 5,00, mesmo preço da corneta e do boné. A bandeira maior sai por R$ 20,00. "Se Deus quiser, o povo vai se manifestar hoje", disse.

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