Protesto do Greenpeace no encontro de Blair com Alckmin

Um grupo de ativistas do Greenpeace chegou esta manhã ao Jardim Botânico para realizar um ato de protesto contra a destruição da Floresta Amazônica e entregar uma carta ao primeiro-ministro britânico Tony Blair pedindo o cumprimento de promessas neste sentido. Quatro ativistas seguram um cartaz onde está colado um pedaço de madeira, da árvore sumaúma. Num outro cartaz está escrita a seguinte frase: "Stop Buying, Amazon Destruction", assinado pelo Greenpeace. Segundo o coordenador do Greenpeace para a Amazônia, Paulo Adário, a Inglaterra é a segunda maior compradora de compensado produzido por empresas sediadas na Amazônia. "A Madeireira Malaia WTK, que em Manaus tem o nome de Amaplac, exporta 95% de sua produção para a Inglaterra", disse Adário. Ele afirmou que o Greenpeace não é contra o comércio legal de madeira. "Não somos contra a exploração, mas queremos que seja madeira certificada; queremos que o governo britânico pare de comprar madeira predatória", afirmou. Segundo ele, o primeiro-ministro Tony Blair prometeu influenciar os demais líderes do G-8 a comprar madeira com o selo do Conselho de Manejo Florestal. Adário afirmou que 80% de toda a madeira explorada na região amazônica é de origem ilegal.O governador Geraldo Alckmin e demais autoridades do governo paulista já chegaram ao Jardim Botânico. A visita do primeiro-ministro britânico estava prevista, inicialmente, para começar às 10 horas.

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