Protesto de ruralistas reúne 2 mil contra a ´anarquia´ no Pontal

Entidades ruralistas reuniram duas mil pessoas hoje em Presidente Prudente, no Pontal do Paranapanema, para protestar contra as invasões de fazendas pelos sem-terra e exigir que o governo cumpra as leis que garantem o direito de propriedade. Líderes da classe reclamaram da omissão das autoridades e da falta de ações contra o que chamaram de "atos de terrorismo" e "anarquia" no campo. "Exigimos e merecemos respeito, pois somos vencedores", disse o presidente da Sociedade Rural Brasileira, João de Almeida Sampaio, ao lembrar que a produção agrícola é responsável pelo superávit da balança comercial. O presidente da União Democrática Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, criticou a ação dos sem-terra e bateu forte no governo Lula. "O presidente chama essas organizações criminosas de meus amigos, mas quem corta cerca, mata boi, invade casa e põe fogo é bandido. São atos de terrorismo". Apesar do tom crítico, os manifestantes procuraram evitar a radicalização. A reação armada contra a invasão da fazenda Ponte Funda, na quarta-feira, que deixou 7 sem-terra feridos, não foi comentada. "Não vamos entrar no esquema deles, vamos agir dentro da lei", pregou Nabhan. Atendendo ao chamado da UDR, organizadora do manifesto denominado "Acorda, Brasil", fazendeiros e produtores rurais levaram 28 tratores, 25 caminhões boiadeiros, 86 cavalos, 12 bois amestrados e mais de 100 camionetas para o ponto de concentração na entrada da cidade. Os manifestantes fizeram o mesmo percurso da marcha realizada em abril pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que marcou a retomada das invasões na região. Na ocasião, o MST reuniu 2,5 mil militantes.

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