Protesto de marítimos causa lentidão nas balsas

A travessia de balsas entre Santos e Guarujá está morosa e poderá ficar pior caso os dirigentes da OP Marine, empresa contratada pela Dersa para executar a operação, não atenda as reivindicações dos marítimos, que sentem-se prejudicados desde o dia 19 de abril, quando a empresa assumiu o comando do serviço. O protesto pode ser transformado em greve, por tempo indeterminado. O edital já foi publicado. Hoje, por volta das 11 horas da manhã, a fila de veículos ia até as proximidades do Aquário Municipal, fazendo com que a demora fosse além de uma hora, para se chegar do outro lado da barra, trazendo prejuízos, principalmente, para aqueles que trabalham no Guarujá. Os trabalhadores da OP Marine lutam por reajuste salarial e reposição dos benefícios perdidos como não pagamento do tiquete refeição, redução dos componentes da cesta básica e aumento do valor da parcela do Plano de Saúde. Assim, até o dia 4 de dezembro eles vão continuar com o protesto, reduzindo o número de balsas em 40%, durante duas horas de cada turno. Nesse período apenas duas embarcações vão operar, até que a empresa atenda as reivindicações da categoria. "No caso de não surgir uma proposta, essa redução será feita direto e por tempo indeterminado", afirmam os integrantes da Comissão de Greve. A Dersa já determinou que a OP Marine restabeleça a normalidade na travessia e multou a empresa em R$ 5.400,00. De acordo com a assessoria de Imprensa da estatal, a OP será multada em R$ 1.700,00 por cada turno em que houver a redução de balsas nas travessiaa entre Santos e Guarujá. Normalmente, seis balsas operam transportando, em média, 28 mil veículos por dia. O maior salário pago é R$ 725.00 para o mestre, que antes da mudança da empresa recebia R$ 975,00. O menor ganho é o do faxineiro que recebe R$ 268,00 sendo que, anteriormente, ganhava da Performance (empresa anterior) R$ 280.00.

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