Protesto contra Serra interdita faixas da Avenida Paulista

Profissionais da saúde, educação e outros sindicatos se reúnem no vão livre do Masp para 'bota fora' de governador de SP

Roldão Arruda, de O Estado de S. Paulo

31 de março de 2010 | 15h12

Servidores da Saúde, em frente à Secretaria do Estado do setor. Foto: Sérgio Castro/AE

 

SÃO PAULO - Depois do confronto entre Polícia Militar (PM) e os professores na semana passada, durante protesto em frente ao Palácio dos Bandeirantes, a PM resolveu adotar postura diferente nesta terça-feira, 31, durante ato do funcionalismo na Avenida Paulista. Os policiais, desta vez, resistiram às provocações e não entraram em choque com os manifestantes.

 

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Houve um período de tensão, quando os manifestantes tentaram parar a avenida. Os policiais conseguiram evitar, durante cerca de uma hora, mas, quando a situação ficou insustentável, eles liberaram para que o protesto seguisse pela via.

 

Com isso, todas as ruas que cruzam a Paulista foram bloqueadas pela CET por volta das 15h30, momento em eles marchavam em direção a Praça da República. Na Paulista, sem os carros, a quarta-feira parece um feriado.

 

São esperados cerca de 4 mil manifestantes. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que a PM obrigou o motorista do caminhão de som que seria utilizado na manifestação a retirar o veículo das imediações do Masp. De acordo com o sindicato, o carro estava estacionado de forma regular e ação da PM é inconstitucional.

 

A categoria está em greve desde o último dia 8 e reivindica reajuste salarial de 34,3%, incorporação imediata das gratificações e o fim das provas dos temporários e do programa de promoção.

 

Outros sindicatos eram esperados para manifestações contra a administração estadual. A concentração foi marcada no vão livre do Masp. O evento foi denominado "bota-fora" porque Serra deixa hoje o cargo para concorrer à Presidência da República.

 

(Com Priscila Trindade, da Central de Notícias)

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