Protesto contra prisão de sem-terra reúne 300 em PE

Acompanhados por cerca de 300 manifestantes - entre integrantes de entidades ligadas a defesa dos direitos humanos e agricultores - os advogados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) em Pernambuco pediram, nesta sexta-feira, a revogação da prisão de 5 lideranças do movimento, no município de Gameleira, na Zona da Mata Sul do Estado. Decretada na última terça-feira, a ordem de prisão expedida pelo juiz substituto da comarca, Antônio Carlos dos Santos, foi duramente criticada por entidades civis, integrantes do Ministério Público e representantes do governo federal que acusam a Justiça de "criminalizar o movimento". Os sem-terra são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, incitação, apologia ao crime e desobediência legal durante a ocupação do Engenho Pereira Grande - localizado em Gameleira -, no último mês de novembro.O protesto realizado pelo MST foi pacífico e a Polícia Militar acompanhou a manifestação de longe. Com faixas, cartazes e gritando palavras de ordem, o grupo percorreu várias ruas da cidade até parar em frente ao Fórum. O pedido de relaxamento de prisão foi protocolado na secretaria do Fórum e deverá ser avaliado até a próxima segunda-feira pela juíza titular da comarca, Dulceana Maciel. Dos cinco sem-terra indiciados, apenas José Bernardo está preso. Os demais, incluindo o principal nome do movimento no estado, Jaime Amorim, estão sendo procurados.

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