Protesto contra impeachment tem confronto entre policiais e manifestantes

Ato a favor de Dilma Rousseff começou na Avenida Paulista e seguia em direção ao centro; confusão começou após black blocs se juntarem ao grupo

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2016 | 21h57

A exemplo do ocorreu na noite de segunda-feira, 29, a Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral para dispersar manifestação contra o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff nesta terça-feira, 30. O ato, que teve início na Avenida Paulista, cruzou a Praça Roosevelt e seguia em direção à sede do jornal Folha de S.Paulo, na Alameda Barão de Limeira. A intenção, segundo manifestantes, era "dar maior visibilidade" ao ato. A polícia não fez estimativa de quantos manifestantes participavam do protesto.

O confronto entre manifestantes e policiais ocorreu na altura do Largo do Arouche, no centro da cidade, quando black blocs se juntaram ao grupo. Ao menos sete pessoas foram detidas para averiguação. 

Duas manifestantes disseram que a policia perguntou onde os manifestantes moravam e liberou quem mora na região central e em bairros nobres. "Quem mora na periferia vai se se f...", disse N.M., estudante secundarista, de 17 anos.

Leonardo Lima, estudante de Direito, 23, disse ter sido xingado e agredido com cacetete por policiais. "Não fizemos nenhum ato de vandalismo."

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