Protegido com habeas-corpus, Dantas vai à CPI dos Grampos

STF concedeu liminar na terça; decisão garante ainda o direito de o banqueiro não ser preso na comissão

Agência Câmara

13 de agosto de 2008 | 12h46

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas ouve nesta quarta-feira, 13, o banqueiro Daniel Dantas, cuja convocação foi proposta pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR). Na terça-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar em pedido de habeas-corpus ajuizado pelo banqueiro. A decisão garante a ele os direitos de não ser preso se ficar calado e de ser assistido por advogado durante o depoimento, além de ter acesso aos documentos da CPI.   Veja Também: Entenda como funcionava o esquema criminoso  As prisões de Daniel Dantas Ministro do STF manda soltar Braz, braço direito de Dantas Juiz do caso Dantas nega ter autorizado grampo no STF   A comissão quer ouvir Dantas sobre a Operação Chacal, realizada pela Polícia Federal em 2004, que desvendou um esquema de escutas telefônicas clandestinas feitas pela empresa americana Kroll Associates. As escutas teriam sido encomendadas por Dantas durante a disputa pelo controle acionário Brasil Telecom com a Telecom Itália. A investigação demonstrou que a Kroll também investigou autoridades brasileiras.   Escutas confirmadas   Na semana passada, o delegado da Polícia Federal Élzio Vicente da Silva confirmou à CPI que a Kroll fazia escutas contra a Telecom Itália. Silva comandou a Operação Chacal. Também em depoimento na CPI na semana passada, o delegado Protógenes Queiroz, ex-coordenador da Operação Satiagraha, confirmou que o grupo de Daniel Dantas está sendo investigado pela prática de escuta telefônica ilegal, além de crimes financeiros, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas e formação de quadrilha.

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