Pros oficializa candidatura de Camilo Santana

Sem conseguir emplacar o nome de um membro de seu partido como candidato à sua sucessão, o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS), oficializou neste domingo, 29, durante convenção, em Fortaleza, a candidatura do deputado estadual Camilo Santana (PT). Dentre os petistas cearenses, o escolhido é o que mais tem identidade com Cid, tendo sido secretário nas duas gestões dele. Na primeira, como secretário do Desenvolvimento Agrário e, na segunda gestão, como secretário de Cidades.

CARMEN POMPEU, Agência Estado

29 Junho 2014 | 17h01

A candidatura de Camilo Santana foi feita de última hora e é fruto de uma manobra para evitar que o deputado federal José Guimarães (PT) fosse disputar o Senado com apoio de Cid. Guimarães é irmão do condenado no Mensalão, José Genoino, e teve um assessor preso ao tentar embarcar em um avião escondendo dólares na cueca. Para que ele desistisse da disputa ao Senado, Cid ofereceu a cabeça de chapa ao PT e escalou Camilo para a disputa. O governador também precisou convencer cinco correligionários a saírem do páreo.

O ginásio do colégio Ari de Sá, no Centro de Fortaleza, estava enfeitado com banners gigantes Neles, Camilo aparece como figura central, ladeado por Cid Gomes; o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; o ex-ministro Ciro Gomes; a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Cid fez questão de citar quatro vezes seguidas o nome de Dilma e que ela terá seu apoio para a reeleição. Enfatizou que, do lado adversário, no palanque do senador Eunício Oliveira (PMDB) ao governo, estariam quatro candidatos a presidente:

Dilma, por estar alinhada nacionalmente com o PMDB; Aécio Neves, por ser aliado de Tasso Jereissati, possível candidato ao Senado em dobradinha com Eunício; além de Eduardo Campos (PSB) e pastor Everaldo (PSC).

"Será uma campanha dura e movida, pelo lado de lá (Eunício), pelo ódio. Resolveram juntar cabra, jumento e ovelha", afirmou Cid, sem citar nomes, mas dando a entender que se referia a Eunício, Roberto Pessoa (PR) e Tasso Jereissati, respectivamente, candidatos a governador, vice e possível senador. "Uma hora, é Dilma. Outra, é Aécio. Mas é só conversa para boi dormir", criticou.

"Pode-se enganar a todos por pouco tempo, pode-se enganar alguns o tempo todo, mas não se pode enganar a todos o tempo todo, disse Cid parafraseando o ex-presidente estadunidense Jonh Kenneddy. "Uma hora a máscara de lá vai cair", completou.

O início do discurso do governador cearense foi tomado por agradecimento e votos de gratidão aos cinco nomes lançados por ele como pré-candidatos do PROS à sua sucessão. Mas que tiveram de dar lugar ao petista Camilo Santana. Elogiou o ex-ministro Leônidas Cristino; o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque; o deputado Mauro Filho; a ex-secretária de educação Izolda Cela; e o vice-governador Domingos Filho.

Ao presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, foi dada a opção de escolher entre a vaga de vice ou senador. Ao sair da convenção, Zezinho declarou que estava avaliando, mas que estaria propenso a continuar como deputado estadual.

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